sábado, 20 de dezembro de 2008

Confraria no Natal – Tortinhas de massa filo com ganache de chocolate com pimenta

Está chegando o Natal. Eu não sou religiosa, nem espiritual nem coisa parecida, mas gosto de bom papo e comida boa. As festas de fim de ano são propícias a ambos. Nossa confraria, ainda sem nome, reuniu-se para comemorar a data. Fiz uma decoração especial, cada um trouxe uma comida bacana. Como sempre, comemos, bebemos e conversamos muito. Amigos são o que há de bom na vida, não é?
Bem, para a ocasião, eu fiz meu panetone salgado, um grande sucesso. E fica bom mesmo. Eu queria, além disso, um doce com cara de Natal. Descartei o panetone, pois a Ana trouxe um e o Rubi, um chocotone. Dei uma pesquisada, mas, como estava sem tempo, acabei por aproveitar umas forminhas de massa filo que eu havia assado com outra finalidade. Não vou ser falsamente modesta: ficaram lindos, deliciosos e com a cara do Natal.
Estou esperando que a Odete e o Gaspar mandem suas receitas para postar.


Ingredientes para a massa:
1 pacote de massa filo descongelada em temperatura ambiente
1/2 xícara de manteiga derretida para pincelar a massa (quantia aproximada)

Ingredientes para a ganache:
250g de chocolate meio amargo
100g de chocolate ao leite
1 lata de creme de leite com soro (usei um caixinha de 200g, creme de leite UHT)

1/2 xícara de vinho do Porto
2 colheres de sopa de pimenta-rosa
cerejas frescas para decorar


Modo de fazer a massa:
1. Corte a massa em quadrados de 7cm.
2. Para cada tortinha, você vai precisar de dois quadrados. Pegue um deles, pincel a manteiga derretida e cubra com o segundo quadrado, cuidando para as pontas fiquem desencontradas (isso dá um bonito efeito de pontas).
3. Coloque a massa em forminhas de empada, pressionando no fundo e nas laterais. Não precisa untar.
4. Leve ao forno preaquecido a 150º. Estarão prontas quando a massa estiver levemente dourada.
5. Quando estiverem mornas, desenforme.

Modo de fazer a ganache:
1. Derreta o chocolate em banho-maria ou no microondas (deixe 40s, tire e mexa; se não estiver derretido, deixe mais 20s).
2. Junte ao chocolate derretido a caixa de creme de leite, o vinho do Porto e a pimenta (esfregue a pimenta nas mãos, grosseiramente, para liberar o aroma e o sabor).
3. Deixe e esfriar e leve à geladeira.

Montagem:
1. Quando a ganache estiver gelada, use-a para rechear as tortinhas, com o auxílio de uma colher de chá (de duas a três colheres por tortinha).
2. Para finalizar, decore com uma cereja.

Dica: você pode deixar as tortinhas assadas, guardadas em um vidro bem fechado, por até um mês. Recheie na hora de servir.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Pêssegos em calda sem aditivos ruins ou sujeiras, segundo o Instituto Pró-Teste


Festas de fim de ano e frutas em calda têm tudo a ver, mas a qualidade muitas vezes deixa a desejar. Por isso achei legal partilhar com vocês estes testes feitos pelo Instituto Pró-Teste com nove marcas de pêssego em calda. Segundo o estudo, dá para comer sem preocupação. Todos se mostraram limpos, sem contaminação microbiológica e sem conservantes ruins para a saúde (como pesticidas).

O melhor desempenho foi o da marca Great Value. No entanto, o Pró-Teste destaca como "escolha certa" o da Neumann, que teria a melhor relação preço/qualidade. As duas marcas não são encontradas na Bahia e em Minas Gerais, onde são recomendadas, então, respectivamente, Carrefour e Olé.

As marcas Embaixador, Oderich, Red Indian e Olé apresentaram erros nas informações nutricionais.
O Pró-Teste destaca que não dá para substituir, no dia-a-dia, a fruta em conserva pela in natura. No processamento, os pêssegos perdem boa parte de suas fibras, devido à retirada da casca. Em relação ao teor de fibras, a média das marcas ficou em 0,7% (o teor médio da fruta fresca é 1,4% em uma porção de 100g). A marca Oderich apresentou inusitados 1,67% de fibras.

Na degustação, os mais apreciados foram Great Value, Cepêra, Fugini e Olé. O menos apreciado foi Red Indian, descrito como "sem sabor, aguado". Ironicamente, esta é a marca mais cara.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Salada de chuchu cru, passas e iogurte

Quem me falou sobre uma salada de chuchu cru foi a Carla, jornalista de Pernambuco. Ela adora e aprendeu no livro de saladas do restaurante Celeiro, do Rio. Achei a receita na internet, mas eu não tinha os ingredientes. Daí que fiz uma salada com o que tinha em casa. Ficou muito saborosa e refrescante, ideal para estes dias quentes de Porto Alegre.

Ingredientes:
1 chuchu médio ralado no ralo grosso
1/2 colher de sopa de sal marinho (dá para usar o comum)
2 colheres rasas de passas de uva branca
2 colheres cheias de iogurte natural gelado
1 colher de sobremesa de limão

Modo de fazer:
1. Misture o chuchu e o sal, coloque em uma peneira e deixar escorrer por uma hora para desidratar. Eu deixei na geladeira, assim já ficava gelado.
2. Lave o chuchu em água corrente para tirar o excesso de sal. Esprema bem (na peneira mesmo, pressione o chuchu com as costas de uma colher; sai todo o líquido em excesso).
3. Misture o chuchu com o iogurte, as passas e o suco de limão. Veja se está bom de sal.
4. Sirva imediatamente. Como eu levei na minha marmitinha para o almoço, deixei o limão para colocar na hora.

domingo, 30 de novembro de 2008

Sorvete de ameixa vermelha – A saga da maquininha frustrante


Eu poderia chamar este post de algo como "a dor e a delícia de tentar ser" ou "por que todo mundo consegue, but I". Eu quero fazer meus próprios sorvetes, já postei um aqui. O gosto é bom, mas a consistência fica devendo.
Depois de ver em vários foodblogs as sorveteiras, e as pessoas fazendo coisas maravilhosas com elas, pensei: por que não eu? Pesquisa aqui, olha ali, comprei.
Mas ela chegou em um período em que eu estava cheia de trabalho. Ela ali, me olhando, indagando quando eu a abriria, quando me iniciaria no mundo mágido do sorvete caseiro, e eu resistindo, porque não queria fazer nada com pressa, e meus horários estão uma loucura.
Quase uma semana depois (ou mais de uma semana depois), finalmente, apenas ela e eu. Parecia muito simples, mas as receitas no manual, sem exceção, continham gordura vegetal hidrogenada, que não uso.
Resolvi pegar a receita de um livrinho. Sorvete de laranja, quase zero caloria, super-saudável. Gosto ótimo. Ficou meia hora na sorveteira e nada da consistência prometida. Toca pro freezer. Dia seguinte, tenho uma bela pedra de gelo colorida e saborizada em vez do tão sonhado sorvete.

Será que teria que usar algo cremoso para obter cremosidade? Foi o que pensei. Como eu tinha ameixas frescas que já estavam bem feinhas, resolvi usá-las. Fiz um sorvete à minha moda. Novamente, sorveteira, nada da consistência, toca pro freezer. Tirei umas três vezes, antes de solificar, e novamente sorveteira.
O sabor ficou muito bom (a corrigir o creme de leite, que ficou muito acentuado para o meu gosto). Mas a promessa era de um sorvete cremoso feito NA HORA.
Se alguém puder resolver este enigna, POR FAVOOOR! Sou toda frustração.


Ingredientes:

325g de ameixas vermelhas sem caroço, cortadas grosseiramente

5 colheres de açúcar demerara

1/2 xicara de água

6 colheres de leite condensado

1 pote (350g) de nata

Modo de fazer:
1. Faça uma calda rala com o açúcar e a água. Muito fácil: quando a água ferver, baixe o foto e conte 1 minuto. Prontinho.
2. Junte a ameixa e deixe cozinhar.
3. Liqüidifique a ameixa cozida com o leite condensado e deixe esfriar. Depois, leve à geladeira.
4. Quando a mistura estiver gelada, misture em um tigela com a nata e leve à sorveteira..
5. Aí a coisa entorna... É a triste história que contei. Dá para fazer à velha moda: freezer, batedeira, freezer, batedeira, etc. etc. Ou fazer a sorveteira funcionar como deveria.

domingo, 16 de novembro de 2008

Churrasco de coxinha de asa de frango

Finalmente, graças à Patrícia, consegui carvão para o meu churrasquinho. Costumo fazer com cubinhos de frango, mas a Anaís gosta muito de coxinha de asa de frango, então decidi variar. Fiz na Grillex, mas creio que também fique gostoso na churrasqueira "de verdade" ou no forno. O gengibre e a páprica deram um sabor especialíssimo.

Ingredientes:

500g de coxinha de asa de frango
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado na hora

1 colher de chá de páprica picante

sal e pimenta-calabresa a gosto


Modo de fazer:

1. Misture todos os ingredientes e leve à geladeira por umas duas, três horas, para pegar bem o tempero.

2. Espete as coxinhas e leve à churrasqueira. Na Grillex, ficou pronto em 25 minutos.

Churrasqueira em cima do fogão

Moro em um prédio antigo, construído no tempo em que ainda não era moda sacada com churrasqueira. Como não como carne (só frango e peixe às vezes), isso não me faz muita falta. Mas eis que, em um passeio pelo supermercado (adoro perder tempo caminhando em supermercado), descobri em promoção uma "churrasqueira" mais que portátil.

A Grillex fica em cima do fogão, ocupa o espaço de um acendedor. O pulo do gato é que tem um difusor, no qual se coloca UMA pedrinha de carvão, que vai dar gostinho de fumaça. O processo é rápido, não faz fumaça e o resultado, muito bom.
Dá para fazer carnes e legumes. Já fiz coração de frango, frango em cubos, cebolinha, batatinha, tomate-cereja e abóbora italina em cubos.

Comprar um saco de carvão para usar uma pedrinha é muita insanidade, mesmo pra mim. Contei com a ajuda da Patrícia, que me levou um saquinho com umas pedrinhas. Patrícia, esqueci-me de procurar o queijo coalho!

domingo, 2 de novembro de 2008

Confraria: bruschettas de tomate, alho e manjericão

Há uns meses, alguns amigos e eu começamos a nos encontrar para bater papo, beber e, principalmente, comer. Estava formada a confraria.
Não temos data fixa para os convescotes, mas eles são sucesso garantido. Nosso impasse agora é achar um nome, mas não dá para dizer que isso seja um problema...

A entrada mais pedida são estas bruschettas. Fáceis de fazer e deliciosas. Como sou fã, carrego no alho, mas pode ser reduzido.


Ingredientes:

1 pão italiano cortado em fatias não muito finas (dê preferência para os mais alongados, tipo baguete)

2 tomates italianos sem semente cortados em cubinhos

2 dentes de alho grandes picados

sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

queijo grana padano ralado no ralo grosso a gosto (opcional)
azeite de oliva a gosto
folhas de manjericão fresco a gosto

Modo de fazer:

1. Preaqueça o forno em temperatura média.

2. Misture o tomate, o alho e o sal e cubra as fatias de pão com essa mistura.

3. Salpique as bruschettas com o queijo e leve ao forno até a parte debaixo do pão ficar levemente dourada.

4. Retire do forno, moa a pimenta sobre as bruschettas, regue com um fio de azeite e cubra com o manjericão rasgado grosseiramente (pode ser picado, mas eu geralmente estou com preguiça, afinal, a essa altura, já piquei tomate, fatiei alho...)

5. Sirva imediatamente e prepare-se para os pedidos de bis.

sábado, 25 de outubro de 2008

Dia Mundial do Macarrão – Espaguete mediterrâneo

Como parece ser o lema da Anaís, todo dia é dia de massa. Mas hoje é mais dia que os outros. Desde 1995, 25 de outubro é o Dia Mundial do Macarrão. A data foi escolhida durante o 1º Congresso Mundial da Pasta, realizado em Roma naquele ano. Segundo a Associação Brasileira de Indústrias de Massa Alimentícia (Abima), o Brasil é terceiro maior produtor de macarrão do mundo.

Em homenagem ao Dia Mundial deste que é o campeão na preferência aqui em casa, vou postar uma receita de que gostamos muito (claro, é massa + cogumelos). Comi há anos em um restaurante aqui de Porto Alegre, o Atelier de Massas. Adorei. Em casa, pensei: eu posso fazer. E fiz. E ficou muuuito bom.

Anos depois, pedi a mesma massa no Atelier e, em vez da sálvia, veio com salsinha. Eu perguntei o motivo da troca do ingrediente. Imaginei que salsa deve ter mais aceitação pela média dos clientes, uma vez que a sálvia não é, digamos, uma unanimidade. O garçom foi até a cozinha pe, para minha surpresa, quando voltou me informou que a receita sempre havia sido assim, segundo o chef e segundo ele mesmo, garçom, que também não se lembrava de haverem coloca sálvia naquele prato.

Pois aí vai a minha receita, com toda a sálvia a que tenho direito!

Espaguete mediterrâneo
200g de espaguete (usei um de arroz para experimentar; achei bem gostoso)
1 colher bem cheia de manteiga
3 colheres de azeite de oliva extravirgem
3 dentes grandes de alho fatiados
1/2 pimentão vermelho cortado em quadrados
1/2 pimentão amarelo cortado em quadrados
1/2 pimentão verde cortado em quadrados
10 cogumelos paris frescos (os maiores que encontrar)
4 colheres de sopa de vinho branco seco
6 folhas grandes de sálvia fresca picada não muito pequeno
2 colheres de sopa de salsinha picada (minha concessão ao chef hehehe)
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de fazer:
1. Coloque uns dois litros de água para ferver com um pouco de sal. Enquanto isso...
2. Em uma frigideira, derreta a manteiga com o azeite e doure levemente o alho. Bem levemente mesmo.
3. Junte os cogumelos, e dê uma rápida refogada. Rápida mesmo.
4. Agora, agregue os pimentões e o vinho branco. Mexa sempre.
5. Quando o vinho tiver evaporado um pouco, junte o sal, a sálvia e salsinha. Dê umas mexidinhas só para incorporar e desligue o fogo.
6. Polvilhe com a pimenta e sirva.

domingo, 19 de outubro de 2008

Cenoura e nabo à moda macrobiótica

Durante um longo tempo, fui macrobiótica. Na minha opinião, não há dieta melhor, mas tem que ser seguida direitinho, senão dá muito errado. Enquanto morava com minha mãe, ela preparava tudo, aprendeu essa nova maneira de cozinhar, fazia marmitinhas com as quantidades certinhas.
Eu era uma bóia-fria no restaurante universitário, pois não havia facilidades como microondas. Lá estava eu, feliz da vida, com minhas porções de arroz integral, raízes e oleaginosas. Tudo frio, mas para mim, maravilhoso.

Esta receita é um clássico. Fácil de fazer e muito saborosa. Para mim, com cara de faculdade, bons papos em longos almoços sentada na grama do Parque da Redenção, amigos queridos que se perderam no tempo e, principalmente, carinho de mãe.

Ingredientes:
2 colheres de óleo de uva ou gergelim

2 cenouras médias
2 nabos redondos

2 colheres de sobremes de shoyo

2 colheres de sopa de semente de gergelim


Modo de fazer:

1. Corte os nabos e as cenouras em fatias.

2. Em uma frigideira, aqueça o óleo e coloque a cenoura e o nabo. Vá mexendo para não queimar e cozinhar de maneira homogênea. Quando estiverem macios, mas crocantes, acrescente o shoyo, mexa e desligue.

3. Em outra frigideira, toste o gergelim. Basta colocar as sementes, em fogo baixo. Sugiro tampar, pois elas pulam como pipoca. Sacuda a frigideira constantemente. Deixe bem pouco tempo. Espere as sementes pararem de pular e confira se estão tostadas.

4. Cubra a cenoura e o nabo com o gergelim e sirva.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

domingo, 5 de outubro de 2008

Na hora do aperto? Parafuso com cogumelo


Há períodos em que a Anaís só quer comer macarrão. E não adianta fazer coisas diferentes, coloridas, gostosas. Ela só quer massa.
Outro dia, janta pronta, mesa posta, ela me olha, vai até a cozinha, tira um pacote de massa do armário e coloca em cima do fogão. Mais direta impossível. Vi o que tinha na geladeira, que fosse bem rápido, para o molho.

Esta receita, obviamente, serve uma pessoa. Especificamente, aquela pessoa chamada Anaís...

Ingredientes:

100g de massa tipo parafuso

2 colheres de sopa de azeite de oliva

1 cebola pequena em rodelas

uns 4 cogumelos paris frescos (se forem muito pequenos, pode colocar mais)
2 colheres de shoyu (de preferência, sem açúcar)

pimenta-do-reino a gosto

1 colher bem cheia de salsinha picada
queijo ralado a gosto


Modo de fazer:

1. Ponha 1 litro de água para ferver com uma pitada de sal. Quando ferver, coloque a massa.


Prepare o molho:

1. Aqueça o azeite e refogue a cebola (não deixe dourar).
2. Acrescente o cogumelo fatiado, o shoyu e a pimenta.

3. Quando o cogumelo estiver macio, desligue o fogo, acrescente a salsinha.

4. Mistue a massa escorrida ao molho e polvilhe com queijo ralado na hora.


Dica: como tinha shoyu, dispensei o sal. Prove e veja se está ao seu gosto.
Bom apetite!

domingo, 14 de setembro de 2008

Pudim de claras do Nildo

Meu colega Nildo chegou ao trabalho falando da maravilha que ficou o pudim de claras que ele fez. Disse também que, sob protestos da Luana, a filha que estava ansiosa para experimentar, fez com que ela esperasse para tirar fotos da iguaria.
Aí eu sugeri, ou melhor, exigi, que ele enviasse a receita para o blog. É claro que ficou faltando mandar um pedaço, para eu dizer sem dúvida que a receita foi aprovada hehehe. Lindo desse jeito, só pode ter ficado delicioso, vocês não acham? Valeu, Nildo!

Ingredientes:
6 a 8 claras

2 xícaras de açúcar

1 pacote de fermento para bolo
açúcar para caramelizar a fôrma


Modo de fazer:

1. Bata as claras em neve até ficarem firmes.

2. Sempre batendo, acrescente o açúcar.

3. Quando estiver colocando a última porção de açúcar, junte o fermente e bata até que se formem picos no merengue.

4. Caramelize uma fôrma com açúcar.

5. Coloque a massa do pudim na fôrma e leve ao forno preaquecido em temperatura média na grade de cima.

6. Na grade de baixo do forno, coloque uma fôrma com água. Fica assando, em média, de 30 a 40 minutos ou até que o pudim esteja dourado.

7. Desenforme frio.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Festa de aniversário 3 – Pãozinho de espinafre e açafrão

Volto à festa (vocês ainda terão que agüentar muitas menções ao "evento"). Sempre faço pãezinhos, que sirvo com patês. Como já escrevi aqui, mexer com massas é umas das minhas paixões na cozinha. Gosto mais ainda de inventar minhas receitas. Este pão, fica com uma massa, sem falsa modéstia, maravilhosa, muito boa de moldar. Dá para fazer vários formatos.

Ingredientes:
450g de farinha branca
1 colher de sopa de fermento biológico instantâneo
3 colheres de sopa de espinafre desidratado em pó (ou 1 de chá de açafrão
em pó)
1 ovo

1 xícara de água morna
50g de manteiga

Modo de fazer:
1. Peneire a farinha, o fermento e o espinafre (ou açafrão) em pó juntos.
2. Coloque essa mistura na bacia da batedeira junto com o ovo e a água. Bata bem.
3. Acrescente a manteiga e bata até obter uma massa bem homogênea.

4. Em uma superfície enfarinhada, sove a massa por uns 5 minutos.
5. Coloque a massa em um tigela untada com um pouco de óleo, vire a massa, cubra com um plástico e deixe descansar por 1 hora e meia.
6. Sove a massa novamente na superfície com pouca farinha por uns 5 minutos.
7. Faça pãezinhos com a massa e deixe crescer por meia hora.
8. Leve ao forno preaquecido em 250 graus até a parte debaixo dos pães ficar levemente dourada.

Dica 1: fiz pãezinhos de 20g cada.

Dica 2: se não tiver açafrão, dá para usar cúrcuma, só que em maior quantidade (tente uma colher de sopa, se a cor não ficar interessante, acrescente mais).


terça-feira, 22 de julho de 2008

Pé-de-moleque da Patrícia


Diferentemente do que possa parecer, não desisti de batucar. Os tambores estão um pouco silenciosos porque tenho com um monte de coisas para fazer, no trabalho, fora do trabalho, falta tempo para tudo.
Para completar, estou na terceira semana de uma obra que, acredito, não terá fim. Alguém pode me dizer por que pedreiros, eletricistas e quetais têm tanta resistência em cumprir prazos? Por que eles somem? Por que eles sempre ficam "doentes" no meio da obra?
O fato é que, quando chego em casa, na esperança (completamente irreal) de que tudo esteja pronto, ou pelo menos metade – tá bem, um terço da obra –, abro a porta e... tudo sujo, coberto de poeira, buracos nas paredes.
Meus livros estão amontoados em um canto, protegidos da poeira, na medida do possível. Mas, quando preciso de qualquer coisa, dicionário, manual... impossível achar. Deveria ter feito pilhas em ordem alfabética.
Nesse período, até tentei cozinhar, mas não me ocorreu uma só receita que tivesse como ingrediente cimento ou gesso. A gente vai perdendo a "mão" com o passar do tempo, quando criança, fazia bolo de barro; o princípio deve ser o mesmo, só que agora teria que ser comestível.
























Bem, mas este post não tem como objetivo falar apenas de minhas agruras na área da construção civil. Há muito, muito tempo... em 24 de junho, fizemos uma festa junina no jornal. Cada um levou alguma coisa, comida ou refrigerante (não é de bom tom beber quentão no trabalho, dizem).
A festa tem tido novas adesões a cada ano. Desta vez, havia duas mesas grandes com todo tipo de doce e salgado, dos tradicionais da data até receitas especiais. Eu levei o pão italiano com minha caponata de berinjela que, sem falsa modéstia, é muito boa. Durante umas duas horas, trabalhamos, levantamos, comemos, conversamos, trabalhamos, e assim vamos, até estarmos empanturrados. Afinal, é preciso provar um pouco de tudo.
A minha colega Patrícia levou estes pés de moleque, que ficaram deliciosos, um dos sucessos da noite. A receita segue abaixo. Ah, as fotos são profi, do fotógrafo Fabiano do Amaral. Tirar foto em jornal é isto, serviço de primeira.

Pé-de-moleque com leite condensado
Ingredientes:

3 xícaras (chá) rasas de açúcar

1 colher (sopa) cheia de margarina
2 colheres (sopa) de achocolatado
500g de amendoim cru

1 lata de leite condensado


Modo de fazer:

1. Derreta a margarina e coloque o açúcar, o amendoim e o chocolate.
2. Deixe derreter essa mistura em fogo baixo até amolecer bem a calda, mexendo sempre.
3. Quando estiver bem molinha, acrescente o leite condensado e continue mexendo até soltar da panela.

4. Para fazer os pés-de-moleque, unte com margarina dois tabuleiros grandes e, assim que o doce soltar da panela, coloque pequenas colheradas no tabuleiro. Aí é só esperar esfriar e comer.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Festa de aniversário 2 – Trufas francesas

Acho trufa um doce lindo. Refiro-me à trufa original, não os bombons que costumam levar esse nome. Gosto do doce de massa macia, saborizada com essências, bebidas, cobertas com cacau. A trufa foi criada na França e tem esse nome e o formato, não muito uniforme, para lembrar a outra trufa, o fungo. Procurei bastante e encontrei esta receita na internet. Troquei o creme de leite em lata por creme de leite fresco (nata). Ficou saborosíssimo. Publico agora, pois foi um pedido de algumas das gurias que vieram ao chá de aniversário.

Ingredientes:
290g de nata fresca
1 colher de sopa de mel
400g de chocolate ao leite
250g de chocolate meio amargo

Modo de fazer:
1. Coloque uma panela no fogo em banho-maria. Quando a água ferver, colocar na panela de cima o creme de leite e o mel. Mexa bem até ficar líquido.
2. Tire a panela de dentro da água, acrescente os chocolates picados e leve novamente ao fogo.
3. Quando o chocolate começar a derreter, desligue o fogo e mexa bem até ficar uma massa homogênea.
4. Quando baixar o vapor, acrescente, se quiser, bebidas e frutas secas (primeiro a bebida, depois as frutas).
5. Coloque a massa em uma tigela. Quando esfriar, leve à geladeira. A receita original indicava o tempo mínimo de 24 horas de geladeira. Neste nosso tempo frio do sul, em 6 horas já estava no ponto.
6. Neste momento, você molda as trufas. Eu usei duas colheres de chá, modelando grosseiramente. Afinal, não queria ter bolinhas como resultado.
7. Quem quiser pode banhar as trufas em chocolate derretido. Também pesquisando na internet, vi um comentário da Nina Moori, do blog Gourmandise, que explicava que esse "banho" é para dar durabilidade, mas não é da receita original. Optei por não banhar em chocolate. Passei em cacau em pó (cacau mesmo, não achocolatado).
8. Pode-se guardar por até 4 meses. Eu deixei fora da geladeria, pois está frio aqui. No calor, é melhor deixar na geladeira até servir.

Dicas para incrementar as trufas:
Eu fiz duas receitas e dividi em quatro potes diferentes. Em cada um, dei um toque especial. Aí vão as sugestões:
1. Lá no ponto 4 do modo de fazer, acrescentei 20ml de conhaque.
2. No ponto 4, acrescentei 20ml de licor de apricot.
3. Novamente, no ponto 4, acrescentei 20ml de conhaque e em torno de 100g de damasco seco picado.
4. Sempre no ponto 4: acrescentei 20ml de rum e 5 colheres de sopa de passas de uva.

domingo, 15 de junho de 2008

Eba! Festa de aniversário! Primeira receita: estrogonofe de nozes à minha moda


Fiz aniversário no final de maio, mas só neste último sábado recebi as amigas para uma festinha. Todo ano, convido as gurias, preparo os petiscos, as bebidas. Acho que vai faltar comida, que não acertarei o ponto de alguma coisa, que isso ficou muito salgado, aquilo insosso, ou doce demais, ou de menos.
Confesso que me toma bastante tempo, mas não abro mão.

Muitas pessoas preferem fazer o aniversário em um bar ou restaurante, no estilo "de adesões", dá para convidar mais pessoas, etc. Eu acho legal. No entanto, prefiro ainda à moda antiga, preparar tudo em casa.
Não tenho muita louca nem espaço, algumas pessoas sentaram em um colch
ão que improvisei no chão da sala com uma colcha. A Patrícia, mais prevenida, trouxe a própria almofada. Pratos e copos não eram padronizados.
Enfim, não foi um exemplo de elegância.
Mas no final, tudo deu certo, a comida, sem falsa humildade, ficou ótima, as bebidas também. Acho que as gurias saíram satisfeitas, principalmente com o papo, que foi até tarde e divertidíssimo – e isso é o mais importante.
Um grande beijo às que compareceram, apesar o frio e da ameaça de chuva. Agora, é só esperar 2009!

Hoje, levei um prato que sobrou do estrogonofe de nozes para o jornal e algumas pessoas pediram a receita. Então, será a primeira da festa que coloco no blog.
Vi o estronofe em vários blogs. Na maioria, levava ovo. Eu não gosto muito de merengue sem cozimento. Procurei, procurei e decidi fazer um à minha moda. Adorei.
Rende cerca de 60 copinhos tipo de cafezinho. Dá para reduzir a receita.


Ingredientes:
2 latas de leite condensado
4 caixinhas de creme de leite (200ml cada)
400g de nozes (usei chilenas, mas dá podem ser pecãs)

Modo de fazer:
1. Coloque as latas de leite condensado na panela de pressão, cobertas com água. Depois que começar a dar pressão, deixe por 40 minutos. O resultado será quase um doce de leite.
2. Deixe o leite condensado esfriar antes de abrir a lata para evitar acidentes.
3. Misture o leite condensado com o creme de leite. Se ficar muito difícil, pois o leite condensado está bem consistente, misture no processador. Foi o que fiz.
4. Junte as nozes picadas (não moídas). Dá para usar o processador, mas não use a teclar ligar, use a pulsar, apertando e soltando, senão vira farinha. Outro jeito é colocar as nozes em um saco e bater com uma lata de compota fechada ou com o rolo de macarrão.
5. Depois de tudo misturado, leve à geladeira por umas três horas.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Encontro de Lulus – Minissanduíches de pão de centeio e chester


Faz um tempão que escrevi aqui sobre uma reunião de amigas na minha casa. O tempo passou, e esqueci-me de dar as outras receitas.
Hoje, passo a de pãezinhos de centeio e uma sugestão de sanduichinhos.


Ingredientes para os pãezinhos:
250g de farinha branca
250g de farinha de centeio fina
1 colher de sopa de fermento biológico instantâneo

1 colher de chá de sal

1 colher de sopa rasa de açúcar mascavo

5 colheres de sopa de azeite de oliva ou óleo de sua preferência

1 1/4 de água morna

Ingredientes do recheio:
1 embalagem de cream cheese (pode-se usar a versão light)

250g de peito de chester fatiado
pepininhos em conserva para decorar
sal (opcional)


Modo de fazer os pãezinhos:

1. Misture em uma tigela as farinhas, o fermento, o sal e o açúcar mascavo.

2. Junte o azeite e misture até formar uma farofa.

3. Acrescente a água aos poucos, até obter uma massa não muito macia, que solte das mãos.

4. Deixe crescer por cerca de duas horas, coberto por um plástico.

5. Sove a massa em uma superfície enfarinhada por cerca de 5 minutos. A massa ficará mais macia.

6. Modele os pãezinhos e deixe crescer por uma hora.

7. Leve ao forno preaquecido a 200 graus até assar.


Montagem:

1. Se achar necessário, coloque um pouco de sal no cream cheese.

2. Corte os pães ao meio, passe uma colher de sobremesa de cream chesse, coloque uma tirinha de chester e feche.

3. Finalize com uma rodela de pepino e um palitinho. Se tiver palitos mais bonitinhos, fica melhor ainda.

domingo, 1 de junho de 2008

Frango com rúcula

Depois de tantas receitas vegetarianas, que tal comer um franguinho?
Esta é de uma edição especial da revista Saúde É Vital. Fácil, fácil e muito gostosa.

Ingredientes:
1 colher de sopa de azeite de oliva
2 bifes de frango altos
sal e pimenta a gosto
1/4 de copo de vinho branco seco
1 maço grande de rúcula picada

Modo de fazer:
1. Aqueça o azeite em uma frigideira e doure os bifes temperados na hora com o sal e a pimenta. Cuide para que a carne fique cozida, mas não seca.
2. Retire os bifes da frigideira e reserve.
3. Derrame o vinho na frigideira e mexa.4.
4. Acrescente a rúcula e refogue até murchar um pouco.
5. Despeje esse molho sobre os bifes e sirva.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Polenta como molho de shimeji

Eu adoro polenta. Esta dica, da revista Minuto Light, abre novas possibilidades. Preferi usar minha receita de polenta, que está logo abaixo; cada um pode fazer a sua. O molho dá para exatamente 2 porções.

Ingredientes da polenta:
1 litro de água (se quiser, pode usar caldo de legumes)

250g de farinha de milho média
(para uma polenta mais molinha, use 200g)
sal a gosto

Ingredientes para o molho:
1 colher de sopa de azeite
3 dentes de alho
2 xícaras de cogumelo shimeji (já separe os pedaços)
4 colheres de sopa de shoyu
4 colheres de sopa de saquê
2 colheres de sopa de cebolinha verde cortada

Modo de fazer a polenta:
1. Dissolva a farinha de milho na água fria ou no caldo de legumes (frio ou morno). Aquela história de ficar batendo feito doida direto na água fervente, para não empelotar, não é comigo. Mas tem gosto pra tudo.

2. Verifique se está bom de sal
3. Em fogo baixo, mexa sempre. Quando começarem a aparecer bolhas, que ficam estourando na superfície da polenta, tampe a panela e deixe por uns 5 minutos, mexendo de vez em quando.

Modo de fazer o molho:
1. Refogue o alho e o shimeji no azeite em fogo baixo até o cogumelo começar o soltar água.
2. Junte o shoyu e o saquê e deixe apurar por alguns minutos.
3. Acrescente metade da cebolinha, mexa e desligue o fogo.
4. Sirva sobre a polenta e finalize com a cebolinha restante.

domingo, 18 de maio de 2008

Estrogonofe de queijo branco

Só provando para ter idéia de quanto fica bom este estrogonofe. A receita foi publicada na revista Saúde É Vital. Mudei algumas coisas, para não perder o hábito. Por exemplo, tirei o ketchup e a mostarda e acrescentei a pimenta.
Rende 4 porções, é diferente, barata, prática, light. Enfim, entra no rol das receitas perfeitas.

Ingredientes:
1 colher de azeite de oliva
1 cebola grande picada
1 xícara de chá de cogumelos paris cortado em fatias (usei em conserva)
1 xícara de chá de molho de tomate (quem quiser pode usar molho pronto ou pegar o molho de tomate basicão que postei abaixo)
sal a gosto
pimenta-do-reino a gosto
molho inglês a gosto
1 queijo branco de 400g a 500g cortado em cubos
1 lata de creme de leite light

Modo de fazer:
1. Aqueça o azeite e doure a cebola.
2. Acrescente o cogumelo e refogue.
3. Adicione o molho de tomate e tempere com o sal, a pimenta, o molho inglês. Se for usar mostarda e ketchup, esta é a hora de jogar na panela.
4. Deixe ferver e acrescente o queijo branco, mexendo bem. Deixe cozinhar por apenas 1 minuto, o suficiente para aquecê-lo sem deixá-lo derreter.
5. Junte o creme de leite. Espere 1 minuto e desligue o fogo. Sirva em seguida.

Molho de tomate basicão

Na hora da pressa, a gente apela para o molho pronto. Esta minha receita é bem fácil e rápida. Pode ser guardada por alguns dias na geladeira ou congelada. Quem quiser pode incrementar com alho, tempero verde ou manjerica, estragão, enfim, fica ao gosto do freguês.

Ingredientes:
1 colher de sopa de azeite
1 cebola picada
3 tomates italianos picados
sal e pimenta-calabresa ou do reino a gosto

Modo de fazer:
1. Refogue a cebola no azeite até ficar transparente. Se for usar alho, coloque um pouco antes da cebola, mas não deixe dourar.
2. Junte os tomates, refogue por alguns minutos e acrescente o sal e a pimenta. Deixer ferver por uns 5 minutos ou até apurar.

Dica: use tomates bem maduros, mas não passados. Se os tomates não estiverem muito maduros, coloque meia xícara de água.

domingo, 11 de maio de 2008

Risoto de palmito e requeijão do Gaspar

O Gaspar, que é um moço de fino trato e chique que só, leva risoto na "marmita". Pode? É claro que pode! Eu provei, comprovei que ficou uma delícia, imediatamente peguei a câmera para tirar a foto. Como ele é um fofo, mandou a receita para os colegas que deram uma garfadinha.

"
Pessoas! Faltou registrar a fonte da receita heheheeh veio no saco do arroz arbóreo Blue Ville!
Gaspar

Ingredientes:
2 xícaras (chá) de arroz arbóreo
60 g manteiga
50 ml de azeite extra virgem
1/2 (meia) cebola picada bem fininha
1/2 (meio) copo de vinho branco seco
6 colheres de requeijão
1 e 1/2 tablete de caldo de legumes dissolvido em 5 xícaras de água fervente
1/2 (meio) vidro de palmito picado
Queijo parmesão ralado
Temperos a gosto (no meu utilizei: louro moído, orégano, alcrim e pimenta-do-reino moída, sobre o risoto pronto coloquei bastante tempero verde)

Preparo
Refogue a cebola com a manteiga e o azeite e acrescente o arroz (mexendo sempre com uma colher de pau). Eu coloquei o orégano, o alecrim, o louro e a pimenta neste momento (não sei se é o correto).. Coloque o vinho branco e o caldo de legumes aos poucos - mexendo levemente até terminar o cozimento (aproximadamente 15'). Quando o arroz estiver al dente retire do fogo e junte o requeijão, o palmito picado, o queijo parmesão e tempero a gosto. Misture bem e deixe repousar alguns minutos antes de servir. Coloquei sobre o arroz o tempero verde.

Bon apetit!"

Valeu, Gaspar!

domingo, 4 de maio de 2008

Bolo Vamo, Vamo, Inteeeer!

Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar

Levas a plagas distantes

Feitos relevantes

Vives a brilhar


Correm os anos, surge o amanhã

Radioso de luz, varonil

Segue tua senda de vitórias
Colorado das glórias
Orgulho do Brasil


É teu passado alvi-rubro

Motivo de festas em nossos corações

O teu presente diz tudo

Trazendo à torcida alegres emoções
Colorado de ases celeiro
Teus astros cintilam num céu sempre azul

Vibra o Brasil inteiro
Com o clube do povo do Rio Grande do Sul


Este bolo é em homenagem ao 38º título do Campeonato Gaúcho conquistado pelo glorioso na tarde de hoje. Não é o nosso maior título, nós, que já chegamos ao topo e temos a tríplice coroa, mas é o primeiro desde que comecei o blog.
E uma final que se ganha com por OITO gols contra unzinho do adversário merece uma criação especial! Usei o coco e as cerejas, para garantir as cores da torcida vermelha-e-branca.
Daqui a pouco vou para o trabalho, levo esse bolinho para dividir com os colegas. A Anaís, que não liga a mínima para futebol, mas fica na torcida quando estou na cozinha, já garantiu a fatia dela.


Ingredientes da massa:

4 ovos

1 vidro de leite de coco

1/2 xícara de óleo
2 xícaras de açúcar mascavo
1 1/2 xícara de farinha de trigo branca

1 1/2 xícara de farinha de trigo integral
1 colher de sopa de fermento químico


Ingredientes da cobertura:
1 1/2 xícara de coco ralado (usei in natura congelado, mas serve coco seco)

1 lata de leite condensado

cerejas


Modo de fazer a massa:
1. Bata no liqüidificador os ovos, o leite de coco, o óleo e o açúcar.
2. Em uma tigela, peneire as farinhas e o fermento. Junte, mexendo delicadamente, a mistura do liqüidificador.

3. Leve ao forno preaquecido em 180º. Está pronto quando, ao fincar um palito, este sair sequinho.

Modo de fazer a cobertura:
1. Junte 1 xícara de coco com o leite condensado e leve ao fogo baixo.
2. Mexa sempre até ferver e começar a engrossar. Desligue, deixe amornar e cubra o bolo. Não deixe cozinhar demais, senão vira massa de beijinho.
4. Decore com as cerejas.


Dica: como inventei esta receita hoje e estava em plena emoção do jogo, não me dei conta de que a massa era muito líquida para uma fôrma de brioche (que é alta). Demorou uma vida para assar e quase queimou. Creio que o melhor seja usar uma daquelas com furo no meio ou então uma redonda comum.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Sorvete de manga

Chove em Porto Alegre. Chove muito e incessantemente. As ruas estão alagadas, faz frio e venta. Como amanhã é sábado e nada vai me tirar da cama, passei no supermercado, fiz minhas comprinhas, desci do táxi empinando a sombrinha e equilibrando sacolas e bolsa... o motorista, claro, não ajudou, que não foi bobo de sair na chuva.
E o porteiro: "que dia para fazer compras, hein?".
Pois é, tudo por um sábado acolhedor, vendo a chuva da janela. Eu vinha pensando em um chazinho, mas, ao chegar em casa, apesar do frio, lembrei-me do sorvete que havia preparado. Não é que sorvete de manga combina com dias frios e chuvosos?
A receita é do livro Receitas União – Doces & Salgados, Secos & Molhados, que comprei de um camelô por 5 pilas!
Ah, as medidas são todas em "copo americano", que diabo é copo americano? Fui ao Google, cada um dizia uma coisa. Decidi usar copo de requeijão mesmo. E usei açúcar demerara no lugar do refinado.


Ingredientes:
2 copos DE REQUEIJÃO de açúcar demerara

3 copos de água

3 colheres de chá de gelatina sem sabor granulada

2 copos de polpa de manga


Modo de fazer:

1. Ferva o açúcar com a água até obter uma calda em ponto de fio forte. Pausa. O que é "ponto defio forte"? Chega-se a ele quando a calda atinge a temperatura de 103ºC, mas, se não tiver um termômetro culinário, não há problema.
Pegue um pouco da calda com um garfo e levante-o, se o resultado forem fios grossos que custam a cair, está pronta a calda. Tire do fogo.
2. Dilua a gelatina em uma colher de água fria.
3. Misture a gelatina e a calda e deixe esfriar.
4. Bata a manga no liqüidificador.
5. Junte a manga à calda fria e mexa bem.
6. Leve ao freezer até começar a engrossar. Retire, bata na batedeira e leve ao freezer novamente para começar a engrossar. Repita essa operação por mais umas três vezes.

Eu não tive tempo para bater tantas vezes e confesso que também esqueci. O meu sorvete ficou menos cremoso do que eu esperava e mais doce do que eu gostaria. No entanto, o pessoal que provou aprovou. Então tá.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Pãezinhos de granola

A Anaís, que sempre adorou comer cereais com leite e até puros, no café da manhã, não quer mais saber deles. Quando sirvo uma tigelinha e coloco na frente dela, parece que estou oferecendo leite com arsênico.
Resulta que fiquei com pacotinhos sobrando e, como sempre acontece comigo, a validade do produto começou a gritar de dentro da gaveta: "Estou acabando! Estou acabando!". Daí surgiu a idéia de fazer esses pãezinhos. E a danada da Anaís está comendo.

Ingredientes da massa:
2 xícaras mais 3/5 de xícara de farinha de trigo
1,5 colher de sopa de fermento biológico instantâneo
1 xícara de granola (usei sem açúcar)
2 colheres de açúcar demerara (ou mascavo)
1 colher de chá de sal
1 ovo
150ml de água morna
2 colheres de sopa de óleo

Ingredientes para cobertura:
1 ovo levemente batido
Granola

Modo de fazer:
1. Misture o fermento com uma xícara de farinha, junte a granola, o açúcar, o sal, o ovo, a água e o óleo. Mexa bem.
2. Adicione, aos poucos, o restante da farinha, até obter uma massa consistente, que desgruda das mãos, mas que fique macia, úmida.
3. Cubra e deixe descansar por 15 minutos.
4. Sove levemente a massa, modele os pãezinhos e coloque-os em uma fôrma enfarinhada. Pincele com o ovo levemente batido, salpique com granola e deixe crescer.
5. Leve ao forno médio preaquecido por cerca de 20 minutos ou até que estejam assados.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Que venha o outono!

Esse título pode soar como algo "nada a ver", uma vez que o outono começou há quase um mês. Mas dou uma pequena volta no tempo, a fim de registrar um mimo que recebi.
Minha amiga Odete, no dia em que começava a estação das folhas amarelas caindo sobre as calçadas, estava andando no Centro de Porto Alegre, passou em frente a uma livraria e lembrou-se de mim. O motivo: um livrinho chamado "Receitas de Claudia para o outono".
Ganhei um presentinho muito fofo para começar a passar frio com alegria.
A edição tem 42 páginas e formato pocket. As receitas de salgados e doces são a cara da estação, da tradicional quiche lorraine a inventivos nhoques de ricota; da charlotte de coco, passando por compotas de maçã com vinho, a um rocambole de goiabada.
Odete, quando eu fizer algumas dessas receitinhas, te levo uma prova!

sábado, 5 de abril de 2008

Barquinhas de pepino e salmão defumado

Esta receita serve para petiscar, como entrada, como você quiser. O importante é que fica uma delícia e bem bonitinho. Eu errei no tamanho dos pepinos; comprei uns muito mais grossos que os rolinhos de salmão.
A sugestão é da revista Receita Minuto Light. Mudei apenas algumas quantidades de ingredientes.

Ingredientes:

2 pepinos descascados
2 colheres de sopa de suco de limão
3 colheres de sopa de cebolinha verde ou salsinha bem picada

100g a 200g de salmão defumado fatiado (depende do tamanho dos pepinos)

5 colheres de cream cheese


Modo de fazer:

1. Corte os pepinos ao meio no sentido do comprimento e retire as sementes.

2. Corte os pepinos em fatias de 2cm para formar as barquinhas. Tempero com o suco de limão e metade da cebolinha ou salsinha e reserve.

3. Sobre cada fatia de salmão, passe uma camada de cream cheese. Enrole e corte em tiras de 2cm e coloque sobre a barquinha de pepino.

4. Salpique com o restante da cebolinha ou salsinha e deixe na geladeira até a hora de servir.

sábado, 22 de março de 2008

Bacalhau com legumes

Ontem fiz bacalhau. Não tenho experiência com ele, mas o resultado ficou muito bom. Fiz uma adaptaçãozinha de uma receita que encontrei em bacalhau.com.br. Vale a pena uma visita. Serve bem 6 pessoas.
Para dessalgar, deixei o bacalhau de molho por 48 horas, trocando a água de três a quatro vezes por dias (quanto eu me lembrava).

1,2kg de bacalhau dessalgado (preferencialmente, um pedaço inteiro)
5 cebolas médias
5 cravos-da-índia
5 dentes de alho

1 bouquet garni (usei louro, tomilho e salsinha; veja na foto)
2 cenouras médias
1 pitada de noz-moscada
azeite extravirgem
10 batatas pequenas descascadas
200g de cogumelo gigante paris
5 grãos de pimenta branca
1 colher de café de mostarda em grão
4 folhas de couve (amarradas)
4 folhas de repolho (amarradas)
1 cálice de vinho branco
2 colheres de sopa de farinha de trigo
Modo de fazer:
1. Numa panela, ferva 1,5 litro de água com uma cebola (espete nela os cravos-da-índia), os alhos, o bouquet garni, as cenouras, a pimenta, os grãos de mostarda, o vinho, um fio de azeite e a noz-moscada.
2. Após 15 minutos de fervura, cozinhe o lombo de bacalhau por 8 minutos. Reserve-o em um pouco de caldo, para evitar que resseque.
3. Coloque os ingredientes restantes (menos farinha) na água. Como cada um tem um tempo diferente do cozimento, você terá que ficar atento e ir tirando os mais macios. Para que eles não ressequem, coloque um fio de azeite sobre eles quando retirá-los da água.
4. Quando todos os legumes e verduras estiverem prontos. Deixe o caldo no fogo, para reduzir. Devem sobrar umas 3 xícaras. Engrosse esse caldo com a farinha de trigo.
5. Disponha o bacalhau em um refratário, cercado pelos legumes e as verduras.
6. Regue tudo fartamente com o caldo. Leve ao forno preaquecido por 15 minutos.
7. Retire do forno, regue com azeite e sirva.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Bolo de uva rosa

A idéia original era fazer um bolo com uvas pretas. Mas o que eu tinha em casa eram as rosas. Foram elas mesmo e ficou bem gostoso. Tirei a receita de umas anotações que eu havia feito, mas não sei se a partir de um programa de TV, de saite... Enfim, fiz tantas mudanças, que acabou virando uma criação minha.

A massa é de bolo, mas a cobertura dá uma aparência de cuca.

Ingredientes do bolo:
4 ovos
2 xícaras de açúcar mascavo
150 g de nata
1 xícara (chá) de leite
2 1/2 xícaras de farinha de trigo branca

2 1/2 xícaras de farinha de trigo integral
2 colheres de sopa de fermento para bolo
1 kg de uva preta ou rosa

Ingredientes para a farofa
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 colher de sopa de nata
1/2 colher de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de gengibre em pó

Preparo da farofa:
1. Misture todos os ingredientes e reserve.

Preparo do bolo:
1. Lave as uvas e deixe escorrendo (usei o escorredor de massa).
2. Bata os ovos até que eles dobrem de volume.

3. Adicione o açúcar e bata bem.
4. Junte a nata e bata até obter um creme.
5. Sempre batendo, coloque o leite, bata mais um pouco, e as farinhas. A mass
a fica bem densa.
6. Desligue a batedeira, acrescente o fermento em pó e mexa delicadamente com
uma colher ou espátula.
7. Ligue o forno a 180 graus.
8. Unte e enfarinhe uma fôrma retangular e despeje a massa. Cubra-a com as uvas e a farofa.

9. Asse por 35 a 40 minutos.

Dica: pode ser feito com fôrmas de vários formatos. Fiz um bolo retangular e um redondo.

terça-feira, 18 de março de 2008

Peixe apimentado assado com cebolas e queijo feta

Não sou nem um pouco religiosa, mas gosto das comidas das datas especiais. Portanto, Páscoa é desculpa para comer peixe e chocolate. Fiz esta receita há algum tempo e pode servir como sugestão para que estiver sem muita idéia do que fazer. Eu escolhi o peixe anjo, pois gosto da aparência e não tem espinhas, um cuidado que tenho sempre por causa da Anaís.
O queijo feta e a pimenta-comari dão o toque especial. Esse queijo não derrete; quem preferir pode usá-lo esmigalhado sobre o peixe.

Ingredientes parte 1:
1/2 kg de peixe de carne branca; prefira uma peça única, pois fica mais bonito (usei peixe anjo)
1 colher de chá de estragão seco

sal a gosto
4 colheres de sopa de azeite

Ingredientes parte 2:
3 cebolas médias fatiadas

1 pimentão verde em fatias
3 tomates cortado ao meio
1 colher de chá de pimenta-comari verde cortada grosseiramente
1/2 xícara de vinho branco seco

100g de queijo feta cortado em tiras
azeite de oliva a gosto

Modo de fazer:
1. Tempere o peixe com o estragão, o sal e o azeite e deixe pegar o gosto por cerca de meia hora na geladeira.
2. Coloque o peixe em um refratário, regue cubra com as cebolas e o pimentão. Espalhe sobre tudo a pimenta. Regue com o vinho. Ajeite as fatias de feta sobre o peixe.
3. Acomode os tomates nas laterais do prato, regue tudo com azeite, cubra com papel alumínio e leve ao forno em fogo médio por 15 minutos. Retire o papel alumínio e deixe assar até que o peixe termine de assar e o queijo esteja levemente dourado.

terça-feira, 11 de março de 2008

Encontro de lulus - Pavê de Bis

Sempre que dá – o que não é muito freqüente, pois é difícil sincronizar as agendas –, reúno algumas amigas em casa. Cada uma traz uma coisa, a gente come, bebe e fala, fala muito.
Sábado passado, Anaís e eu recebemos a Cris e a Luísa. Foi um quórum baixo, mas qualificado. A gente comeu, não bebeu (quem ia levar a bebida não foi!!) e falou, falou muito. Falei muito mal (brincadeirinha) de quem me deixou com déficit alcoóli
co, mas depois descobri que a coitada teve que fazer uma inesperada e inadiável visita ao dentista.
Eu preparei este pavê de Bis, cuja receita tirei do enc
arte da revista Malu – Pavês de Liqüidificador (vale a pena comprar, pois as receitas são boas e fáceis; a revista custa R$ 1,99), uma focaccia de ervas e tomate e minisanduíches. Estas duas receitas eu passo depois.
Pavê de Bis
Ingredientes:

1 lata de leite condensado
2 latas de leite (usar a medida da lata do leite condensado)
2 gemas
1 colher de chá de essência de baunilha
2 colheres de sopa de amido de milho
1 lata de creme de leite com soro
1 tablete de 200g de chocolate meio amargo picado
1 caixa de chocolate tipo Bis preto picado grosseiramente
1 caixa de chocolate tipo Bis branco grosseiramente

Modo de fazer:
1. Coloque no copo do liqüidificador o leite condensado, o leite, as gemas, a essência e o amido de milho. Bata até ficar homogêneo.
2. Leve a mistura ao fogo brando até engrossar. Desligue o fogo.
3. Acrescente o creme de leite e mexa bem.
4. Divida o creme em duas partes.
5. Junte o chocolate meio amargo a uma das partes ainda quente e mexa até que ele derreta e o resultado seja um creme homogêneo.

Montagem:
1. Em um prato refratário médio, coloque uma camada do creme branco, uma camada de Bis preto, outra do creme de chocolate e, por fim, uma camada de Bis branco. Repita até acabar o creme. Se preferir, faça apenas duas camadas, mais grossas, de creme.
2. Decore a gosto e leve à geladeira por, no mínimo, 4 horas.

Dica: foi a primeira vez que fiz esta receita; acho que deve ficar ainda melhor com mais Bis (de 1,5 a duas caixas de cada tipo) e com os chocolates inteiros.

terça-feira, 4 de março de 2008

Carina Barlett Boulangerie

Gosto de quase tudo que engorde: massas, doces, frituras, biscoitos, pães e seus derivados. Açúcar, açúcar, carboidrato, carboidrato. Procuro comer sem culpa, afinal, vou comer mesmo.

Uma pequena porta, encimada por um toldo, no bairro Bom Fim, em Porto Alegre, é mais um elo para algumas dessas deliciosas calorias.

A Carina Barlett Boulangerie tem variedade limitada, mas grande qualidade. Inaugurada em 2007, parece uma simpática padaria francesa, com decoração aconchegante e pães expostos em armários de madeira com portas de vidro. Não há espaço para lanchar. Quando escrevo pequeno, é pequeno mesmo: cabem apenas dois clientes – em pé – de cada vez.

No entanto, em uma padaria, o que importa são os pães. E os criados por Carina Barlett são muito bons. Em nenhuma receita é usada gordura vegetal, apenas manteiga, a Aviação, "a melhor nacional", como fez questão de ressaltar o atendente. Isso, aliado à fermentação natural (à base de frutas ou leite), deixa os produtos muito leves e saborosos.

Provei vários. Como sou formiga, destaco o roullander, um rolinho de massa com canela, maçã e passas, lembra um pouco um pão com chocolate que costumo comprar na Barbarella Bakery (não lembro o nome), mas a massa é superior. A leveza, na minha opinião, é o que caracteriza as criações de Carina. O pão rústico, coberto com sementes de gergelim preto, difere-se um pouco nesse aspecto, é mais duro, um tanto "borrachudo", mas aqui o sabor compensa.

A loja tem ainda um pequeno armário, à direita, com alguns poucos produtos, como geléias e queijos (poucos mesmo, não estou usando de eufemismos nesta postagem). A falta de espaço será corrigida ainda este mês, quando a padaria se muda para a esquina da Vasco da Gama com a Tomás Flores, também no Bom Fim.


Não provei o croissant, especialidade da casa. Por quê? Não estava em um dia de comer croissant. Ou talvez seja apenas uma desculpa inconsciente, caso eu entre na cilada de começar alguma dieta maluca. Aí vou dizer: bah, não dá, ainda tenho que provar aquele croissant!


Vale a pena conhecer:
Rua Barros Cassal, 797
Fone 3311-5643

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Espaguete com frango e cogumelos no alecrim

Macarrão é o prato preferido da Anaís. Estávamos a caminho de um restaurante de massas, mas a passada, antes, no supermercado, deu-me vontade de comer uma com muito alecrim, acompanhada de frango. Do jeito que eu estava pensando, só poderia comer em casa. Tive que convencer a Anaís e voltamos para casa. Ficou bem como imaginei e ela adorou.

Ingredientes:
2 colheres de sopa de manteiga (tem que ser manteiga)
1 fio de azeite
4 sobrecoxas de frango sem pele temperadas na hora com sal e pimenta-do-reino
2 ramos grandes de alecrim
150g de cogumelos paris frescos fatiados
4 dentes grandes de alho cortados em lascas grossas
1 caixa de 200g de creme de leite
200g de espaguete

Modo de fazer o molho:
1. Em uma frigideira larga, derreta a manteiga com um fio de azeite (isso evita que a manteiga queime). Coloque ali as sobrecoxas com os ramos de alecrim.
2. Quando as sobrecoxas estiverem bem douradas e cozidas, retire-as e reserve-as.
3. Ao molho da frigideira, acrescente o alho. Quando estiver começando a dourar, junte os cogumelos. Mexa até ficarem dourados e macios, mas não molengos. Retire os galhos de alecrim.
4. Acrescente o creme de leite, ajuste o sal e a pimenta. Mexa por um ou dois minutos para incorporar e desligue; dessa forma, não talha. O ideal é acrescentar o creme de leite quando a massa estiver quase cozida.

Modo de fazer a massa:
1. Coloque para ferver 2 litros de água com sal. Se o frango ainda não estiver cozido quando a água ferver, desligue e espere. É melhor do que o espaguete ficar pronto antes do molho.
2. Quando estiver cozida, escorra e misture ao molho da frigideira. Sirva imediatamente com o frango.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Suco de melancia aromatizado com água de rosas

Anaís e eu passamos alguns dias fora, pegando um solzinho, de papo pro ar, tomando banho de lagoa e comendo peixinhos, docinhos e quetais. Eu, de lambuja, lendo "O homem que via o trem passar", obra-prima do Simenon. Vida dura, né?
De volta, uso este suco para brindar com vocês as férias, a boa comida e a preguiça, pois o ócio, criativo ou não, é fundamental, pelo menos para mim. Saúde!

Ingredientes:
1 fatia grossa de melancia (que encha o copo do liqüidificador)
1 fôrma de gelo
2 colheres de sopa de água de rosas

Modo de fazer:
1. Corte a melancia em cubos.
2. Liqüifique a melancia e o gelo. Não acrescente água. Bata um pouco, desligue, sacuda o copo e siga em frente. Repita até a melancia e o gelo terem sido totalmente triturados.
3. Coe o suco e acrescente a água de rosas. Sirva imediatamente.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Salada de abacaxi, frango e arroz integral

Dias quentes, fome e preguiça: a solução é fazer um prato único no almoço ou na janta. Ainda bem que a gente vive em um país em que há fruta boa e barata em todas as estações. Nas últimas semanas, minha cozinha está sempre perfumada por abacaxis.

Ingredientes:
1/2 abacaxi cortado em cubos
250g de peito de frango em cubos
6 colheres bem cheias de arroz integral cozido
6 tomates cereja cortados ao meio
3 colheres de sopa de salsinha picada
1/2 colher de sopa de vinagre balsâmico
sal e azeite de oliva a gosto

Modo de fazer:
1. Corte o abacaxi em cubinhos e reserve.
2. Doure o peito de frango em duas colheres de azeite e um pouco de sal. Deixe esfriar.
3. Em uma tigela, misture todos os ingredientes.
4. Recheie as metades de abacaxi com a salada. Sirva gelada.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Bolinhos de milho assados

Almoço do dia: frango e salada. O que mais? Eu até tinha pensado em algumas coisas, mas estava mesmo com vontade de comer algo com milho. Polenta? Não era bem isso. Broas, bolinhos?
Procurei em alguns livros de receitas, mas não achei exatamente o que queria (que eu não sabia exatamente o que era).
Tinha que ter o sabor do milho preponderante, tomate e salsinha. Também não podia ser frito.
Por que, então, em vez de perder tempo procurando, não juntar os ingredientes que eu tinha em mente e tentar fazer os meus bolinhos? Mãos à obra: o mais difícil foi conseguir o ponto da massa. Fui colocando a farinha de meia em meia colher.

No final, os bolinhos ficaram um ótimo acompanhamento para o frango e creio que combinem com várias carnes. Espero que gostem.


Ingredientes:

1 lata de milho verde no vapor

1/2 xícara de leite
2 ovos

sal e pimenta-do-reino a gosto

salsinha bem picada
a gosto
1 tomate sem sementes picado

1 cebola pequena picada
2 colheres de farinha de milho
2 colheres de farinha de trigo

1/2 colher de sopa de fermento para bolo

Modo de fazer:
1. Liqüidifique o milho, o leite e os ovos.

2. Coloque em uma tigela e junte os outros ingredientes levemente, sem bater a massa. Deixe o fermento por último.

3. Despeje em forminhas de empada untadas e leve ao forno médio até que estejam assados (o velho truque do palitinho: espete um palito no bolinhos; se sair limpinho, estão prontos). Eu usei a máquina de fazer tortinhas.


Dica: se sobrarem bolinhos, a máquina de tortinhas os reaquece muito bem.

Máquina de fazer tortinhas

Imagino a dificuldade que seria para nós se tivéssemos que usar uma cozinha de um século atrás. Sinto também uma ponta de inveja do que haverá nas cozinhas de 20, 50 anos à frente.
Existem atualmente apetrechos que facilitam em muito a lida diária. As receitas não são mais, necessariamente, de forno&fogão. Há outras coisinhas entre um e outro.
Esta máquina de fazer tortinhas eu conheci em um programa de televendas. Achei bom demais para ser verdade. Ela é elétrica, do tamanho de uma torradeira, tem capacidade para fazer duas tortinhas de cada vez. Segundo a demonstradora, pode-se usar massa de pastel, folhada, podre, etc. e fazer muffin, petit gateau, bolinhos doces e salgados. Se funcionasse, seria ótimo.
E não é que funciona? Não acho que fique igual ao forno (pode ser impressão), parece que os bolinhos não crescem tanto. Mas é muito prático, principalmente quando para pequenas quantidades.
Encontrei usos adicionais para a máquina: aqueço pãezinhos (parecem assados na hora) e faço omelete. Sei que há omeleteiras, no mesmo estilo e tamanho, mas basta não trancar a tampa da máquina de tortinhas (na primeira vez que tentei, tranquei e começou a voar pedaço de ovo por toda a cozinha), que se obtêm belos omeletes em formato de suflê.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Batida de banana com leite de coco

Esta receita eu criei porque precisava usar um leite de coco que ia passar da data de validade. Como eu estava com pressa, não daria tempo de fazer nada mais elaborado e depois, eu sabia, ia acabar esquecendo a garrafinha. Para evitar o despercdício, incrementei a batida de banana.
Sempre tomei batida com frutas quando criança. A gente brincava para ver quem ficava com um "bigode" maior de espuma. No sul, batida sempre foi leite, fruta e açúcar. Há alguns anos, foi-se adotando aqui o uso dos cariocas (não sei como é no resto do país): fruta, cachaça e não sei que ingredientes mais virou batida e a nossa velha batida virou “vitamina”.
Eu continuo firme nas tradições. Vou continuar dando batida para a Anaís beber no café da manhã. E ela não vai ficar de porre.

Ingredientes:
2 1/2 xícaras de leite gelado
150ml de leite de coco
5 bananas catarinas (se não tiver, use outra)
açúcar ou adoçante a gosto (opcional; eu não achei necessário usar)
canela a gosto (opcional)

Modo de fazer:
1. Liqüidifique todos os ingredientes, menos a canela.
2. Sirva nos copos e polvilhe com a canela.