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quinta-feira, 19 de março de 2009

Lindo, gostoso, lindo!


Vocês imaginam o que dá para fazer em duas horas e meia com Olivier Anquier? Dá para se divertir muito... vendo-o cozinhar.

Lindo, charmoso, simpático, talentoso, elegante. Olivier é uma quase (deve alguma maluca, desequilibrada que ache algum defeito nele) unanimidade. Por ser tudo isso, além de rico e famoso, poderia agir como tantos outros que nem têm todas essas qualidades e se deixam levar pela arrogância. No entanto, desde os programas de televisão aos livros, o gostoso, ops, cozinheiro mantém a simplicidade e um genuíno respeito pelo trabalho de quem trabalha, põe a mão na massa. Enfim, este brasileiro (naturalizou-se em 2007) que puxa os erres e faz biquinho não se enreda em falsas sofisticações.

Toda essa introdução se deve ao fato de que ontem à noite fui à apresentação do show “Olivier, Fusca e fogão”. Pode parecer impossível, mas ao vivo ele é ainda mais lindo, charmoso, simpático, elegante... No palco, com a companhia de uma cozinha completa e do Fusca verde 1962 com que percorre o Brasil em busca de sabores típicos, o padeiro e cozinheiro (nunca chef, ele gosta de dizer) prende a atenção com histórias, performance culinária e muito humor. O público participa. Além de responder a perguntas variadas sobre técnicas de preparo dos pratos e ingredientes, alguns espectadores são chamados a subir ao palco para auxiliar Olivier de verdade, não tem figuração.

Quanto ao cardápio, a ideia era mostrar que dá para preparar uma refeição completa tendo como utensílio principal a frigideira, da entrada (brie à milanesa) com salada de temperos, passando pelo prato principal (filet au poivre), à sobremesa (crepe suzette). Tudo temperado com várias dicas e muito humor e Olivier sambando, com sotaque francês, é claro.

Um dos momentos de que mais gostei, foi quando o cozinheiro parou tudo, depois de mais uma manifestação antimanteiga da plateia. Cada vez que ele colocava uma generosa porção deste ingrediente que amo na frigideira, ouviam-se "ohs" e "ahs" de desaprovação. Ele parou o que estava fazendo e falou sobre a importância da manteiga na cozinha francesa e as campanhas difamatórias. Para reafirmar seu ponto de vista, Olivier comparou a forma física dos norte-americanos, que são os maiores detratores, e a dos franceses, mostrando-se como exemplo. Imaginem: aplausos para a manteiga.

Observação: a foto que usei é de divulgação, pois as que fiz do palco não ficaram boas e a minha com Olivier, em momento de tietagem explícita, guardo para o álbum de família.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Safra de morangos e a plantação da família


Nada do que eu plante cresce. Minha irmã, ao contrário, tem a chamada "mão boa". Pois ela plantou, em um área minúscula, ao lado da janela, algumas mudas de morango. E já começou a colheita. São muito saborosos e já têm destino garantido, a pancinha do neto dela hehehehe.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Hohohoho!

É Natal e, para evitar atropelos, enviei com antecedência minha cartinha para Noel.

A lista:
1. Essa lindís
sima coleção de colheres aí de cima, que achei em algum saite, não lembro qual. As peças iriam a leilão. Muito chique, não? Pode parecer devaneio, mas como tem gente que acha que Papai/Mamãe Noel nem existe, que mal tem pedir o impossível ao inexistente?

2. O livro da Julie Powell, "Julie & Julia". Essa maluca transformou depressão e crise existencial em uma aventura gastronômica. Para se livrar da frustração de ser uma atriz fracassada e secretária por falta de opção, impôs-se o desafio de, em um ano (2002), realizar as 524 receitas do livro "Mastering the art of french cook", de Julie Child. Julia criou o blog Projeto Julie/Julie para contar alegrias e tristezas enquanto enfrentava panelas e outros instrumentos em sua pequena cozinha em um apartamentinho no Queens, em Nova York. O blog durou um ano, período do projeto. E agora virou livro. Quem quiser pode conferir a história em juliepowell.blogspot.com.

3. O livro "Contos completos", da Virginia Woolf. A capa é deslumbrante, lembra um padrão de tecido, bem inglês. E a W. dispensa apresentações.








4. Panela par
a risoto Le Creuset. Linda, perfeita no tamanho, nas cores e no material.

5. Miniforminhas/panelinhas (deve ter um nome para isso, mas desconheço), que vi na Camicado. Têm tampa, são fofíssimas.

A realidade:
Se Noel existe, no meu caso é do sexo feminino e também atende por Rosane.
Portanto, meu eu presenteada tem que entrar em um acordo com o meu eu presenteadora.
Logo de início, ficou combinado que seria apenas UM item da lista e que as colheres de osso estavam descartadas, claro, pois minhas renas não voam tão alto hehehe.
Mas estava pronta para colocar no pé da árvore, na meia, sei lá, um desses mimos, pois minha porção Noel reconhece que eu mereço e pode parcelar em 6 vezes no cartão.

Havia uma caixa no meio caminho
Entrei na livraria Cultura para ver o preço dos livros da lista. Havia, em destaque, uma caixa de DVDs em comemoração aos 60 anos da livraria. Seis filmes: Vinhas da ira, A noviça rebelde, M.A.S.H, Carruagens de fogo, O silêncio dos inocentes e Fale com ela. Já vi todos. Gostei muito de todos, com exceção de Carruagens, que acho mediano. De qualquer forma, não os compraria agora. Mas Vinhas... É um filme que adoro. Surtei. Claro que deve ter por aí, poderia procurar na internet, etc. Conhece surto total? Ninguém segura a criatura em crise. Eu não me segurei. Peguei a caixa como se fosse a última (e olha que a pilha era grande) e negócio fechado. Foi como participar de uma promoção ao contrário: paguei seis e levei um que realmente me interessava.

Depois de derramado o leite...

Ao chegar em casa, já mais tranqüila, Mamãe Rosane Noel fez as contas e mandou uma rena me avisar que a cota para me autopresentear acabou. Ela não vai comprometer as finanças do Pólo Norte, e a bendita caixa de DVDs já está de bom tamanho. Ai, ai, nem uma daquelas minipanelinhas mimosas?

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O Rio de Janeiro continua lindo, mas...


O blog ficou sem atualização por uns dias, pois fui ao Rio fazer um curso. A cidade é realmente maravilhosa, não temo usar o lugar comum. O Rio Antigo é de babar, com conjuntos de prédios históricos que se estendem por várias quadras. Como o curso durava o dia todo, sobrava a noite. Em uma janta no Amarelinho, bar tradicionalíssimo, fica-se rodeado pelo Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional, o Centro Cultural da Justiça Federal e outros belíssimos. Isso sem contar o preço. Frutos do mar são pratos comuns e baratos. Comemos anéis de lula à milanesa, porção monstro, por R$ 18,00. E uns pastéis colombianos, com massa de farinha de milho (fica crocante, saboroso, bem interessante), recheados com camarão, carne seca ou frango, por R$ 10,00 a porção com dez. Outro ponto a favor é que qualquer lugar tem chope escuro, uma coisa rara em Porto Alegre.

O bairro do Saara ficou famoso em todo o país por ser o cenário de um dos núcleos da novela "Cobras e lagartos", da Globo. São muitas ruelas lotadas dos produtos que a gente imaginar e vários restaurantes de comida árabe, fora as barraquinhas na calçada com lanches como quibes e esfihas e doces à base de delicadas massas folhadas, mel, nozes, tâmaras. No horário do almoço, para "baixar a comida", como diz minha vó, caminhada obrigatória, até porque era só atravessar a rua.

A rua do Lavradio tem um conjunto arquitetônico lindo. Isso que eu só vi à noite. De área decadente, transformou-se em point, com mais de 20 bares e restaurantes. O mais famoso é o Rio Scenarium. Em cada piso, um tipo de música. Como estávamos a fim de algo mais barato, fomos ao vizinho Santo Scenarium, que é dos mesmos donos. Fica em um casarão de 1890 que já teve como moradores João Caetano e sua esposa. Foi também uma delegacia, citada no livro "Xangô de Baker Street", de Jô Soares. A d
ecoração é muito interessante, de paredes com tijolos aparentes e anjos e santos por todos os lados, coleção dos donos. Um anjo barroco de madeira de cerca de 1,5 metro pende do alto, imponente, domina o lugar. No mezanino, uma mistura de cadeiras e chez longues de vários estilos e padronagens dividem o espaço com mais santos e anjos e luminárias antigas e modernas. Muito bonito e comida de preço honesto, embora não muito boa. O arroz com cogumelos era simplesmentes arroz misturado com cogumelos em conserva... O salmão como molho de mostarda estava bom, mas, sejamos honestos, alguém precisa de muito talento para estragar um salmão. Fiquei com grande expectativa em relação ao pastel com recheio de brie, mas também não aprovei. Massa pronta muito salgada e pastéis que passaram do ponto na fritura. Também achei grandes demais. A porção poderia ter mais pastéis de tamanho menor.

A travessa do Comércio ou beco do Telles, junto com outras ruas muito estreitas ladeadas por construções do século XIX início do XX, forma um conjunto inigualável. Disseram-se que em uma daquelas casas viveu Chiquinha Gonzaga. As casas hoje abrigam restaurantes de diversas tendências, bares, danceterias e botecos. As mesas ficam também no meio das ruelas.
Como nos outros lugares em que fui no Rio, o antedimento é ruim. Os garçons são desatentos, muitas vezes mal-educados. E um deles estava bêbado, mas, para quem é de fora (e parece que para boa parte dos cariocas), isso faz parte da cor local.

Eu tinha intenção de, em um momento de intervalo do curso ou no domingo, quando teríamos tempo livre à tarde, fotografar o beco. Aí entra o "mas" do título desta nota. Entre o hotel e o local do curso, fui assaltada. Levaram a bolsa (minha bolsa linda e grande de couro azul-petróleo!) com câmera fotográfica, carteira, óculos, MP3, etc. Fui vítima de outro lugar comum do Rio: a violência. Não fui machucada, os dois assaltantes nem escostaram em mim, mas quem passou por isso sabe o sentimento de impotência, indignação e fragilidade que nos assola. Poderia acontecer em qualquer lugar? Sem dúvida, mas aconteceu no Rio.
O blog é sobre comida e o máximo de relação aqui é que eu devo ter comido mosca andando pelo Centro. Mas vou falar sobre o assunto em outro momento, pois a polícia do Rio merece uma postagem à parte.

A primeira foto é de Gdevivas e mostra o beco do Telles, tendo ao fundo a Igreja da Lapa dos Mercadores. Ele tem fotos fantásticas de igrejas do Rio (www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=378687). As outras são da Cris Lemos: o anjo onipresente do Santo Scenarium e a Lavradio à noite.

Bolo de coco e cacau sem farinha

Mais uma receita desta obra que eu adoro, o Grande livro de receitas de Claudia . Eu procurava alguma receita para usar uns pacotes de coco ...