quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Punta del Diablo

Pizza uruguaia está na moda em Porto Alegre. Vários endereços estão surgindo com essa proposta. Nesta semana, fui à que, acredito, seja a mais nova delas, Punta del Diablo. Os donos são os mesmos do restaurante árabe Al Nur e também fica na Protásio Alves (1472).

O que o pessoal do Al Nur entende de comida uruguaia? Talvez nada, mas contratou quem entende. O cardápio é enxuto, mas com boas opções. Além de pizzas, saladas, alguns pratos uruguaios e sobremesas. Tentei comer faina, que, segundo a descrição, é uma massa à base de grão-de-bico. Mas o garçom explicou que não era possível, pois “está em falta a vasilha em que a massa é preparada”! Como é que uma vasilha pode estar em falta? A impressão é que colocaram no cardápio e desistiram.

O lugar é bonito, dividido em pequenos ambientes de cores diferentes. Mesas e cadeiras confortáveis. O terreno arborizado foi aproveitado com várias mesas. O problema é o barulho do trânsito da avenida.

Comi pizza, risoto e sobremesa. A pizza, obviamente quadrada, vem em uma base de madeira. Forno à lenha, massa fina e quase crocante. Pouco molho, queijo de qualidade e a quantidade certa de aliche. A noite prometia. O risoto, no entanto, decepcionou. Era de couve-flor com aliche e pão dormido. Não percebi o aliche. O pão dormido ficou surpreendentemente bom, mas faltou tempero ao prato. E o risoto, para duas pessoas, servido em um prato largo e aberto, esfriou rapidamente.

A sobremesa foi torta de alfajor. Muito boa, com as camadas de massa entremeadas por generosas porções de doce de leite, coberta com nata e chocolate.

Há também no cardápio várias opções de bebidas, nenhuma diferente, a não ser pelas cervejas uruguaias, poucas marcas. Mas bebi refrigerante. No final, a conta, para duas pessoas ficou em torno de R$ 70,00. Bom preço. Senti problemas no atendimento. Nossa mesa foi atendida por quatro garçons diferentes. Apenas um deles bom. Os outros eram desatentos.

De qualquer forma, vale a pena conhecer. E voltar para provar as outras pizzas e tortas. Ah, tem estacionamento com manobrista gratuito, ponto a favor.

Para hidratar carne de soja rapidinho


Para hidratar mais rapidamente a proteína vegetal texturizada (PVT), ou carne de soja, recorra ao microondas. Leve a mesma quantidade de PVT e de água ao microondas por 4 a 7 minutos e está pronto. Para dar mais sabor, coloque alho e uma ou duas folhas de louro

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Torta de berinjela


Quando a preguiça assola, uma comida rápida vem bem. Basta uma salada para acompanhar.

Ingredientes:
1 berinjela grande cortada em rodelas
2 tomates cortados em rodelas
2 cebolas cortadas em rodelas
um molho de salsinha
4 colheres de sopa de farinha de rosca
3 ovos batidos
sal e pimenta a gosto

Modo de fazer:
1. Unte um refratário com azeite e coloque uma camada de berinjela, sal e pimenta.
2. Cubra com uma camada de tomates e salsinha.
3. Faça outra de berinjela, sal e pimenta.
4. A próxima camada é de cebolas. Repita esse processo até terminar os ingredientes. Finalize com a cebola.
5. Espalhe pela torta a farinha de rosca e cubra tudo com os ovos batidos com um pouco de sal.
6. Leve ao forno até que esteja dourado.

Dica: pode-se colocar queijo ralado, ricota esmagada, mas eu não tinha nada disso.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O Rio de Janeiro continua lindo, mas...


O blog ficou sem atualização por uns dias, pois fui ao Rio fazer um curso. A cidade é realmente maravilhosa, não temo usar o lugar comum. O Rio Antigo é de babar, com conjuntos de prédios históricos que se estendem por várias quadras. Como o curso durava o dia todo, sobrava a noite. Em uma janta no Amarelinho, bar tradicionalíssimo, fica-se rodeado pelo Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional, o Centro Cultural da Justiça Federal e outros belíssimos. Isso sem contar o preço. Frutos do mar são pratos comuns e baratos. Comemos anéis de lula à milanesa, porção monstro, por R$ 18,00. E uns pastéis colombianos, com massa de farinha de milho (fica crocante, saboroso, bem interessante), recheados com camarão, carne seca ou frango, por R$ 10,00 a porção com dez. Outro ponto a favor é que qualquer lugar tem chope escuro, uma coisa rara em Porto Alegre.

O bairro do Saara ficou famoso em todo o país por ser o cenário de um dos núcleos da novela "Cobras e lagartos", da Globo. São muitas ruelas lotadas dos produtos que a gente imaginar e vários restaurantes de comida árabe, fora as barraquinhas na calçada com lanches como quibes e esfihas e doces à base de delicadas massas folhadas, mel, nozes, tâmaras. No horário do almoço, para "baixar a comida", como diz minha vó, caminhada obrigatória, até porque era só atravessar a rua.

A rua do Lavradio tem um conjunto arquitetônico lindo. Isso que eu só vi à noite. De área decadente, transformou-se em point, com mais de 20 bares e restaurantes. O mais famoso é o Rio Scenarium. Em cada piso, um tipo de música. Como estávamos a fim de algo mais barato, fomos ao vizinho Santo Scenarium, que é dos mesmos donos. Fica em um casarão de 1890 que já teve como moradores João Caetano e sua esposa. Foi também uma delegacia, citada no livro "Xangô de Baker Street", de Jô Soares. A d
ecoração é muito interessante, de paredes com tijolos aparentes e anjos e santos por todos os lados, coleção dos donos. Um anjo barroco de madeira de cerca de 1,5 metro pende do alto, imponente, domina o lugar. No mezanino, uma mistura de cadeiras e chez longues de vários estilos e padronagens dividem o espaço com mais santos e anjos e luminárias antigas e modernas. Muito bonito e comida de preço honesto, embora não muito boa. O arroz com cogumelos era simplesmentes arroz misturado com cogumelos em conserva... O salmão como molho de mostarda estava bom, mas, sejamos honestos, alguém precisa de muito talento para estragar um salmão. Fiquei com grande expectativa em relação ao pastel com recheio de brie, mas também não aprovei. Massa pronta muito salgada e pastéis que passaram do ponto na fritura. Também achei grandes demais. A porção poderia ter mais pastéis de tamanho menor.

A travessa do Comércio ou beco do Telles, junto com outras ruas muito estreitas ladeadas por construções do século XIX início do XX, forma um conjunto inigualável. Disseram-se que em uma daquelas casas viveu Chiquinha Gonzaga. As casas hoje abrigam restaurantes de diversas tendências, bares, danceterias e botecos. As mesas ficam também no meio das ruelas.
Como nos outros lugares em que fui no Rio, o antedimento é ruim. Os garçons são desatentos, muitas vezes mal-educados. E um deles estava bêbado, mas, para quem é de fora (e parece que para boa parte dos cariocas), isso faz parte da cor local.

Eu tinha intenção de, em um momento de intervalo do curso ou no domingo, quando teríamos tempo livre à tarde, fotografar o beco. Aí entra o "mas" do título desta nota. Entre o hotel e o local do curso, fui assaltada. Levaram a bolsa (minha bolsa linda e grande de couro azul-petróleo!) com câmera fotográfica, carteira, óculos, MP3, etc. Fui vítima de outro lugar comum do Rio: a violência. Não fui machucada, os dois assaltantes nem escostaram em mim, mas quem passou por isso sabe o sentimento de impotência, indignação e fragilidade que nos assola. Poderia acontecer em qualquer lugar? Sem dúvida, mas aconteceu no Rio.
O blog é sobre comida e o máximo de relação aqui é que eu devo ter comido mosca andando pelo Centro. Mas vou falar sobre o assunto em outro momento, pois a polícia do Rio merece uma postagem à parte.

A primeira foto é de Gdevivas e mostra o beco do Telles, tendo ao fundo a Igreja da Lapa dos Mercadores. Ele tem fotos fantásticas de igrejas do Rio (www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=378687). As outras são da Cris Lemos: o anjo onipresente do Santo Scenarium e a Lavradio à noite.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Penne com salmão e vodca


Eu gosto de massa com molhos suculentos, mas, principalmente em dias quentes, gosto dela sequinha. Era no que eu pensava há alguns dias, então resolvi misturar umas coisinhas e o resultado ficou delicioso.

Ingredientes:

200g de penne

250g de salmão

sal a gosto

2 colheres de sopa de suco de limão

2 colheres de sopa de azeite de oliva
2 dentes de alho amassados

1/2 copo de vodca

150 de vagem

150 de couve-flor (somentes as flores)

1 colher de chá de pimenta-rosa
1 tomate italiano cortado em oito no sentido do cumprimento e sem sementes.


Modo de fazer:
1. Prepare o salmão (da mesma maneira que fiz em uma receita de pizza em outubro): leve-o ao microondas, com o limão e sal a gosto, por 4 minutos. Com um garfo, desfie em pedaços não muito pequenos. Reserve.
2. Leve a vagem e a couve-flor ao microondas por 4 minutos. Precisam ficar bem tenros.
3. Cozinhe o penne em 2 litros de água com sal.
4. Enquanto a massa cozinha, doure refogue o alho no azeite em uma frigideira mais ou menos funda. Não deixe dourar.
5. Acrescente o salmão, mexa por 2 minutos, e acrescente a vodca. Flambe. Para flambar, vire um pouco a frigideira, de modo que o fogo atinja a borda. Tudo vai pegar fogo. É muito legal. Deixe por uns 3 minutos. Para apagar, basta tampar. Se o fogo ficar muito alto (na minha casa, virou uma labareda alta), tampe logo, não vá colocar fogo na casa!
6. Acrescente a vagem e a couve-flor, o sal e a pimenta-rosa. Esmague a pimenta entre os dedos, para desprender o aroma e realçar o sabor.
7. Junte o tomate, mexa rapidamente, só para ele ficar quente, e desligue. Sirva sobre o penne. Não aconselho misturar, use a massa como um colchão. Como toque final, pode-se usar queijo ralado moído na hora. Eu preferi não usar, para sentir bem o peixe, afinal, já tinha tanta coisa aí, né?


Polenta com molho de frango e tomates italianos pelados


Eu adoro polenta. Mole, média, no ponto de cortar. Demorei a aprender. A minha sempre ficava no ponto diferente do que eu queria. Lembro-me de como minha mãe preparava. Geralmente, para cortar em fatias. Minha irmã e eu, depois, ficávamos raspando as crostas amarelas, crocantes, que ficavam grudadas na panela. Minha mãe brincava: "Cuidado para não furar".
Aquela massa era colocada em uma tábua e modelada. A polenta brilhante, redonda, que logo seria cortada com um barbante (isso confirmava que o ponto estava certo), coberta com um molho bem suculento, é uma das minhas boas lembranças gastronômicas da infância. A gente torcia para que sobrasse do almoço e a mãe a fizesse polenta frita no jantar.


Ingredientes da polenta:

1 litro de caldo de frango

200g de farinha de milho média

sal a gosto


Ingredientes do molho:
2 colheres de sopa de azeite de oliva

1 cebola picada

1 peito de frango desfiado

1 lata de tomates italianos inteiros pelados

1 colher de chá de alecrim

2 colheres de sopa de azeitonas pretas em fatias
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de fazer a polenta:

1. Cozinhe o peito de frango de cerca de 1,5 litro de água com sal a gosto. Reserve o frango.

2. Deixe a água esfriar ou amornar. Isso evita que a gente tenha que ficar mexendo feito maluca para que a polenta não empelote.

3. Junte a farinha de milho a 1 litro da água do cozimento do frango. Verifique se está bom de sal. 4. Mexa sempre. Quando começarem a aparecer bolhas, que ficam estourando na superfície da polenta, tampe a panela e deixe por uns 5 minutos, mexendo de vez em quando.

Modo de fazer o molho:

1. Doure a cebola no azeite.

2. Junte o frango e deixe pegar uma corzinha.

3. Tempere com o sal, o alecrim e a pimenta.

4. Acrescente a lata de tomares, sem parti-los. Mexa devagar para evitar que se esborrachem.

5. Por fim, jogue as azeitonas.
6. Sirva com queijo ralado na hora.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Muffins, panquecas americanas e waffles


O livro "Not just hamburger", de Virgina Klie, explica por que não bater demais a massa em receitas de muffins, panquecas e waffles. Ao misturar os ingredientes, deve-se fazê-lo com leveza, brevemente, mesmo que esteja empelotada. Bater demais causa o desenvolvimento do glúten da farinha, o que torna o produto final massudo e pesado.

Panquecas americanas


Quando comecei as aulas de inglês, o Alexandre me deu um livro para incentivar. É "Not just hamburger: aprenda inglês com as melhores receitas da cozinha americana", de Virginia Klie. As famosas panquecas são diferentes das nossas, que nos EUA eles chamam de crepes. Elas são altas e levam fermento na massa. Podem ser consumidas puras ou com mel, geléias, cremes... Eu servi, no café da manhã, com um creminho de chocolate (brigadeiro antes do ponto).

Ingredientes:
1 1/2 xícara de farinha peneirada (eu tenho preguiça, não peneiro nunca)

1 colher de chá de sal

3 colheres de sopa de açúcar
1 3/4 colher de chá de fermento químico para bolo
2 ovos

1 copo de leite

3 colheres de sopa de manteiga derretida

Modo de fazer:

1. Em uma tigela, mistures os ingredientes secos.
2. Em outra tigela, bata levemente os ovos, adicione o leite e a manteiga.

3. Misture esse líquido aos ingredientes secos e mexa rapidamente com uma colher apenas o suficiente para umedecer os ingredie
ntes secos. A massa vai ficar empelotada, mas é isso mesmo. Não bata demais.
4. Unte uma chapa de ferro ou frigideira com um pouco de manteiga em fogo médio e deixe aquecer.
5. Coloque colheradas da massa na chapa, formando um círculo. Quando se formarem bolhas na superfície, vire a panqueca. Deixe mais um minuto ou dois, até fi
car dourada. Sirva quente.

Dica:
o livro é bem interessantes, além de receitas, traz glossário de ingredientes e notas técnicas. Nestas, e
stá a explicação para não bater demais a massa, apenas misturar os ingredientes. Ao misturar massa de muffins, panquecas e waffles, deve-se fazê-lo com leveza, brevemente, mesmo que esteja empelotada. Bater demais causa o desenvolvimento do glúten da farinha, o que torna o produto final massudo e pesado.

Limonada suíça


Limonada suíça é uma bebida perfeita para dias quentes. Há várias receitas, com diversas variações. Depois de muitas provar, desenvolvi a minha, que é prática, barata e pouco calórica. Serve dois copos.

Ingredientes:

1 limão taiti lavado, cortado em quatro e sem sementes
2 colheres de leite em pó
2 copos de água gelada


Modo de fazer:

1. Bata todos os ingredientes no liqüidificados.

2. Coe e adoce como preferir (açúcar ou adoçante) e sirva imediatamente.


Dicas:
1. A limonada tem que ser consumida imediatamente; como foi feita com a parte branca do limão, fica amarga em pouco tempo.
2. Se preferir, bata junto leite condensado a gosto.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Restaurante que vende sundae e brownie mais caros do mundo fechado pela vigilância sanitária argh!


O Serendipity 3, de Nova York, é um daqueles locais badalados que toda "celebridade" adora citar quando o assunto é comida na Grande Maçã. Sem querer tirar os méritos do lugar, que devem ser muitos, eu acredito que a maior motivação para ir até lá seja mostrar que tem bala na agulha, ou melhor, dólar na carteira, para pagar os valores exorbitantes.
Pois o Serendipity 3 foi fechado pela vigilância sanitária. Junto com chocolates, sorvetes e quetais de milhares de dólares, o clientes estava comendo pêlos de ratos, fezes e outras sujeirinhas.
Stephen Bruce é o criador das sobremesas carésimas. Modestamente, ele escreveu um artigo em que afirma "if Andy Warhol, Dr. Seuss, and Willy Wonka were to plan a fabulous ice cream party, it might turn out something like this", referindo-se a suas criações.
O sundae do moço, chamado de Golden Opulence, é vendido a US$ 1 mil (mil dólares!). Ele combina as marcas mais caras e exóticas de sorvete e chocolate do mundo. O toque final? Esqueça a farofinha, as castanhas picadas. O Frrozen é salpicado por farelo de ouro comestível! No blog do Fernando Moreira, o valor divulgado foi US$ 25 mil, mas o saite do restaurante divulga mil dólares mesmo. De qualquer forma, o suficiente para figurar no Guinness como o sundae mais caro do mundo. Só não esqueça, quando for a Nova York, que é preciso fazer o pedido com 48 horas de antecedência.
Bruce também é o pai da rosquinha e do brownie mais caros do mundo: mil dólares a unidade da rosquinha (que tal, Homer Simpson?) e mil dólares o quilo do brownie. E o cliente felizardo ainda leva uns pelinhos e cocozinhos de rato sem pagar mais. Não vale a pena?

As informações são do saite Terra (www.terra.com.br), do blog do Fernando Moreira (http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/) e do próprio restaurante (www.serendipity3.com).
A foto é do blog do Fernando Moreira.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Espetinhos vegetarianos


Carne de soja, ou proteína vegetal texturizada (PVT), é um ingrediente muito versátil e se presta a várias utlizações, inclusive pratos doces. Mas a receita de hoje é salgada mesmo. Uma daquelas que surgem quando a gente não tem muito tempo e geladeira está com cara de fim de feira.
A PVT pode ser encontrada em duas versões: "guisadinho" e graúda, em cubinhos, ambas com ou sem shoyo. Eu tinha em casa a graúda, com shoyo, que comprei a granel (isso soa antigo) no Mercado Público.
Ingredientes:
3 xícaras de PVT
5 colheres de sopa de shoyo
2 dentes de alho amassados
1 berinjela cortada em cubos mais ou menos do tamanho dos de PVT
orégano
3 tomates cortados em oito partes
2 cebolas cortadas em oito partes
1 pimentão cortado em pedaços mais ou menos do tamanho dos cubos da PVT
azeite de oliva, molho de pimenta e sal a gosto
espetinhos de madeira

Modo de fazer:
1. Para hidratar a proteína, vamos usar um método rápido. Misture-a, em um refratário, com 3 xícaras de água, o shoyo, o alho e sal e leve ao microondas por 7 minutos. Escorra e reserve.
2. Enquanto a PTV está no microondas, prepare a berinjela: misture-a com sal e orégano e reserve.
Montagem:
1. Em um espetinho de madeira, coloque um ou dois cubos de PVT, berinjela, PVT, cebola, PVT, tomate, a PVT, pimentão e termine com a PVT.
2. Repita o processo até acabarem os ingredientes.
3. Regue os espetinhos com molho de pimenta e azeite.
4. Leve ao forno médio preaquecido por uns 15 minutos.

Dica: se não tiver espetos de madeira em casa, não se preocupe; faça versões micro com palitos de dente. Minha sugestão, nesse caso, é que seja usado apenas um ingrediente de cada vez com a PVT. Faça um de tomate com PVT, outro de cebola com PVT, etc.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Quem gosta de cozinhar vai à feira... do livro


A Feira do Livro de Porto Alegre é um dos grandes acontecimentos do ano para mim. Passo todos os dias pelas alamedas, mexo nos balaios à procura de raridades e barbadas (quando uma raridade é uma barbada, então, meu dia está ganho!).
Todo ano, na Feira, compro livros de gastronomia. Os mais diversos, nos mais variados preços. Comprei um livro de 400 páginas, todo ilustrado com fotos coloridas, pela bagatela de R$ 20,00. Outros, menores, por R$ 5,00, R$ 10,00. Existem para todos os paladares e bolsos.
Achei um muito divertido, "Os cadernos de cozinha de Leonardo Da Vinci". Se a autoria é verdadeira, não sei, mas valeu a compra. Depois escrevo mais sobre ele.
Aproveite, a Feira acaba domingo!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Seu pão pode não ser light como você imagina (e paga por)

Tinha a impressão de que seu pãozinho light estava engordando você? E estava mesmo.
A Delegacia do Consumidor (Decon) instaurou um inquérito para apurar as irregularidades em pães de forma que se auto-intitulavam light (que possuem redução de valor energético ou conteúdo de gorduras ou açúcares, ou, ainda, aumento nos valores de fibras alimentares, vitaminas e ou minerais) ou com "baixas calorias". As denúncias foram veiculadas no Fantástico a partir de análise do Inmetro.
Foram testadas oito marcas de seis diferentes fabricantes. Segundo o Inmetro, os produtos não apresentavam as informações exigidas no rótulo e exibiam textos que não são permitidos nas embalagens.
De acordo com o Inmetro, a tendência dos pães light comercializados no mercado nacional "é de estar em desacordo com as legislações vigentes". As embalagens passam a idéia de que os pães proporcionam mais saúde, o que não foi comprovado. Em sete marcas havia maior quantidade de gordura do que indicado na embalagem.
Segundo nota divulgada pela Decon, "todos os fabricantes que tiveram os seus produtos analisados serão indiciados por crimes contra o consumidor".

A resposta das empresas:
A Bread's, fabricante do pão Multigrãos afirma "que vai revisar os rótulos e admite a hipótese de erro no teor de gorduras totais".

A Bimbo do Brasil, fabricante de três das oito marcas testadas, informa que não produz mais o pão com flocos de aveia do Carrefour, que vai reavaliar a composição nutricional do pão Plus Vita e que não concorda com o resultado do teste no pão com grãos e proteína de soja da Pullman.
A Seven Boys diz que vai reavaliar os rótulos, mas contesta a análise que reprovou o pão de centeio como light.
A Wickbold explica que pode não ter usado as mesmas metodologias do Inmetro na produção do pão.
A Firenze garante que vai retirar as frases irregulares do rótulo do pão 7 Grãos.
A Natuvitta diz que está fazendo alterações no rótulo e no pão integral light Naturalle para se adaptar à legislação.
As informações são do G1.
A análise completa pode ser encontrada em http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/pao_light.pdf

domingo, 4 de novembro de 2007

Salada de vagem, alface, ovos e cebola


Acho que é melhor começar a dar nome a alguns pratos, senão tenho de colocar todos os ingredientes no título. Eu até pensei, neste caso, em "salada faceira", mas soou cretino por demais. Enfim...

É comum acontecer de eu ficar sem idéia de uma saladinha diferente e acabo sempre caindo na alface, alface com rúcula, etc. Hoje peguei o que tinha na geladeira e o resultado foi uma salada apetitosa de ver e comer. Sobrou até para um copinho de iogurte que estava lá de bobeira.

Ingredientes da salada:
3 folhas grandes de alface crespa (pode usar a que tiver); se a alface for pequena, use mais folhas
1 cebola média em rodelas
150g de vagens (se forem muito longas, corte-as ao meio)
2 ovos cozidos
1 colher de sopa de alcaparras

Ingredientes do molho de iogurte:
1 copo de iogurte natural
1 colheres de sopa de suco de limão
2 colheres de sopa de azeite de oliva
sal e pimenta-do-reino a gosto

Como fazer a salada:
1. Leve as vagens e a cebola ao microondas por 4 minutos. Deixe esfriar (se estiver com pressa, coloque na geladeira).
2. Corte a alface em tirinhas e os ovos em quatro cada um, no sentido do comprimento.
3. Misture tudo em uma saladeira; não esqueça as alcaparras.

Como fazer o molho:
1. Misture todos os ingredientes (dê preferência a moer a pimenta na hora), coloque em uma molheira ou num potinho bonitinho e leve à mesa.
Bom apetite!

sábado, 3 de novembro de 2007

Medalhões de frango com molho de iogurte


Na foto, aparece o frango, acompanhado de arroz na cerveja e batatas na manteiga. As outras receitas estão nas postagens abaixo. Os meus medalhões não ficaram exatamente redondos, mas tudo bem.

Vamos ao frango.

Ingredientes:
250 g de peito de frango cortado em medalhões
pimenta-do-reino e sal a gosto
1 colher de chá de alecrim (se for fresco, melhor; eu só tinha seco)
1 dente grande de alho picado
3 colheres de sopa de azeite de oliva
1 celoba média pidada
1 copo de iogurte natural

Como fazer:
1. Misture o frango com o sal, a pimenta, o alecrim e o alho e deixe de lado por uma meia hora, para pegar o tempero.
2. Aqueça o azeite em uma chapa de ferro ou frigideira e doure o frango dos dois lados.
3. Retire o frango. Doure a cebola no óleo da frigideira.
4. Acrescente o iogurte, mexa rapidamente e desligue, pois o iogurte pode talhar com o calor.
5. Disponha o frango em prato e regue com o molho.

Batatas na manteiga


Fiquei em dúvida sobre colocar ou não uma "receita" de batatas na manteiga, devido à simplicidade da coisa. Mas, como cada um tem um jeito, vou mostrar o meu, que talvez simplifique um pouco.
Ingredientes:

12 batatas pequenas descascadas

2 colheres de sopa de manteiga
3 colheres de sopa de salsinha picada

sal e pimenta-do-reino a gosto

Como fazer:

1. Depois de descascadas, lave as batas, coloque em um refratário e leve ao microondas por 4 minutos. Têm que ficar macias, mas firmes. Se não estiverem macias, leve ao forno por mais 1 minuto.

2. Em uma panela, em fogo baixo, derreta a manteiga, acrescente o sal e a pimenta.

3. Coloque as batatas nesse molhinho, mexa, acrescente a salsinha e desligue o fogo.

Dica:
1. Cubra as batatas com uma tampa para microondas; se assarem no microondas descobertas, ficam com a superfície endurecida.
2. Para a manteiga não queimar, acrescente um fio de azeite.

3. Quem quiser pode juntar, no final, duas colheres de queijo ralado.

Arroz na cerveja


Esta receita é muito gostosa. O arroz fica com um sabor realmente especial. Eu fiz com o integral cateto, na minha opinião o arroz mais saboroso que existe. Quem quiser usar arroz branco deve reduzir bastante a quantidade de água. A porção é para quatro pessoas.
Ingredientes:
1 cebola pequena picada
2 colheres de óleo
2 xícaras de arroz cateto

1 lata de cerveja

1 pacotinho de Meu Segredo ou caldo de legumes
5 xícaras de água fervente (se usar arroz branco, são 2 1/2 xícaras)
Como fazer:

1. Frite a cebola no óleo.

2. Acrescente o arroz e refogue bem.
3. Junte a cerveja, o Meu segredo e a água fervente.
4. Quando a água estiver na metade da altura inicial, prove para saber se é necessário colocar sal.
Dica: eu servi esse arroz com frango ao molho de iogurte e batatas na manteiga.

Pizza de damasco com molho de vinho


Usando a mesma massa da pizza anterior, dá para fazer receitas doces. A minha sugestão é para uma minipizza (menos de 15cm de diâmetro). Quando eu preparei a de salmão, reservei um pouquinho de massa para garantir a sobremesa :). Quem quiser pode preparar com massa de pré-pizza.

Ingredientes para uma pizza de cerca de 15cm:
1 círculo de massa de pizza
5 damascos secos

1 copo de água

1 copo de vinho tinho seco

3 colheres de sopa de açúcar mascavo

1 colher de sopa cheia de maisena

Chocolate meio amargo ralado a gosto

Modo de fazer:

1. Coloque a massa de pizza em uma fôrma untada e enfarinhada.

2. Em um refratário,misture os damascos, a água, o vinho e açúcar e leve a microondas por 4 minutos. Se os damascos não estiverem macios, leve novamente ao microondas por um ou dois minutos.

3. Escorra os damascos e reserve.

4. Ponha o molho do cozimento dos damascos em uma uma panelinha e acrescente a maisena dissolvida em um pouco de água.
5. Leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até engrossar.

6. Cubra a massa de pizza com esse molho, coloque por cima os damascos abertos ao meio e leve ao forno por cerca de 10 minutos.

7. Tire a pizza do forno, polvilhe com o chocolate e leve ao forna até que este derreta.
Dica: se usar massa pronta, não é preciso colocar o molho e os damascos antes do chocolate. Coloque os três juntos e, quando o chocolate derreter, está pronta.