quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Pizza de salmão com molho de salsinha


Esta é para quem gosta de pizza de massa alta. Eu queria fazer uma pizza gostosa, bonita, refrescante e que não desse muito trabalho (leia-se: fazer molho de tomate). Acho que cheguei perto de atingir 100% a meta. O percentual que faltou não tem a ver com o gosto, não. Fazer massa sempre dá um certo trabalho. Mas vale a pena e é possível aproveitar e descontar na massa o que as regras do bom-viver não permitem que se faça no dia-a-dia: lembre-se do chefe, de um vizinho que ouve música ruim no volume mais alto, no babaca que não respeita a faixa de pedestre, daquele(a) colega que sempre faz um comentário "simpático" sobre sua aparência... A lista é enorme. Pense em tudo isso, ou em um pouco disso, e mande ver, bata na massa com vontade.
Bem, findo este trecho, digamos, terapêutico da nota de hoje, vamos à receita. É longa, mas não se assuste, não é trabalhoso; eu apenas quis explicar com detalhes.

Ingredientes para a massa:
400g de farinha (quem quiser pode usar branca e integral em partes iguais)
1 colher de sopa rasa de açúcar (eu usei mascavo)
1/2 colher de sopa de sal
1 colher de sopa rasa de fermento
4 colheres de sopa de azeite de oliva
1 xícara de água morna

Ingredientes para o molho:
1 molho grande de salsa
1/2 xícara de azeite
sal a gosto

Ingredientes para a cobertura:
1 posta de salmão de 250g
2 colheres de suco de limão
sal a gosto
1 cebola cortada em rodelas
meio pimentão amarelo
meio pimentão vermelho
150g de cream cheese
2 colheres de sopa de alcaparras
pimenta-do-reino a gosto (opcional)
azeite a gosto

Modo de fazer a massa OU "é hora de colocar a raiva pra fora!":
1. Em uma tigela, misture os ingredientes secos.
2. Junte o azeite e a água. Não há espaço para frescura na atividade de sovar; portanto, literalmente, ponha a mão na massa.
3. Se ela ficar meio farinhenta, acrescente água, mas não se afobe. A água deve acrescida às colheradas. Geralmente, uma ou duas colheres a mais são suficientes. Coloque em uma mesa enfarinhada e sove. Não é para fazer carinho. Lembre-se do seu chefe e soque com vontade por uns 5 minutos. A massa tem que ficar homogênea, macia e soltar das mãos.
4. Faça uma bola com a massa e deixe-a crescer na tigela até dobrar de tamanho. O processo se acelera se você cobrir a tigela com um filme ou sacola plástica. Enquanto a massa cresce, prepare o molho e o salmão.

Modo de fazer o molho OU "a barbada do século":
1. Pique bem a salsa.
2. Acrescente o azeite e o sal. Está pronto.

Modo de preparar o salmão:
1. Tempere o salmão com o limão e sal a gosto.
2. Leve ao microondas por 4 minutos.
3. Com um garfo, desfie o peixe. É bom que os pedaços não fiquem muito pequenos. Reserve.

... MUITOS MINUTOS DEPOIS
1. Quando a massa tiver dobrado de tamanho (ou quase, também não precisa ser muito exato nesse quesito), coloque-a em uma mesa enfarinhada e sove mais um pouquinho.
2. Abra com um rolo de massa, dando um formato arredondado. Quem não tiver um rolo pode usar uma garrafa de cerveja. Parece uma heresia, eu sei, mas juro que dá certo (e boa parte dos meus "leitores" não tem um rolo em casa).
3. Coloque em uma fôrma redonda, untada e enfarinhada, de uns 30cm de diâmetro.

Montagem:
1. Cubra a massa com o molho de salsinha.
2. Coloque por cima o salmão, a cebola e decore com os pimentões.
3. Com uma colher de chá, faça bolinhas com o cream cheese e espalhe-as sobre a pizza.
4. Jogue as alcaparras e finalize com um fio de azeite.
5. Se quiser, moa sobre a pizza pimenta-do-reino e um pouco de sal.
6. Leve a forno quente preaquecido por cerca de 20 minutos.
Dica:
1. Para a massa não grudar na tigela quando colocada para crescer, coloque meia colher de sopa de azeite no fundo do recipiente, esfregue a massa e vire-a. Assim, toda besuntada, não gruda de jeito nenhum.
2. Se quiser, pode dividir a massa e fazer duas pizzas menos altas.

domingo, 21 de outubro de 2007

Nóis na foto - Biscoitos de cacau no microondas


Foi publicada na edição de sábado do caderno Vitrine, do Correio do Povo, uma receita minha, e aí vai meu agradecimento especial à Thamara, editora de gastronomia. Foi bem legal ver a receita no jornal.
Inventei esses biscoitos há dez anos ou mais. Meu sobrinho, Júnior, hoje com 17 anos, me visitou e eu fiz esses biscoitinhos integrais de cacau para o nosso lanche. Chamei de Maninho, o apelido dele.
Há pouco tempo, folheando velhos cadernos de receitas, redescobri os biscoitinhos e testei no microondas. Depois de alguns insucessos, eis os biscoitos. São fáceis e, no microondas, ficam prontos rapidinho, mas também podem ser feitos no forno comum.
Ingredientes:
1 1/2 xícara de farinha de trigo branca especial
1 1/2 xícara de farinha de trigo integral média
1 xícara de maisena
1 colher de sopa (rasa) de bicarbonato de sódio
2/3 de xícara de cacau em pó
1 1/2 xícara de açúcar mascavo peneirado
3/4 de xícara de óleo de milho
2 ovos
Modo de fazer:
1. Misture os ingredientes secos.
2. Acrescente o óleo e misture até formar uma farofa úmida.
3. Misture os ovos, um a um.
4. Faça pequenas bolinhas na palma da mão, achate e coloque em forma refratária baixa ou prato raso untados com pouco de óleo.
5. Leve ao microondas por 2 minutos.
Rende 50 biscoitos.
Dicas:
1. Peneire o açúcar porque, como as microondas são atraídas por açúcares e gorduras, as bolinhas comuns no mascavo poderão queimar antes de o biscoto assar.
2. Coloque poucos biscoitos de cada vez, porque eles crescem e para que fiquem bem crocantes. Se ficarem muito próximos, podem ficar com a consistência de bolinhos.
Tenham fé: essas dicas são resultado de muitos erros...

Prateleira - Mistura para pão Fleischmann


A Fleischmann lançou já faz tempo uma mistura para pão integral. Eu só experimentei há pouco. E não é que o negócio é bom? Só um pouco doce além da conta. Basta misturar água e fermento, amassar e levar ao forno. Como fiz na máquina de pão, só precisei jogar tudo na fôrma, apertar um botão e esperar o pão quentinho e perfumado. Seria melhor se já viesse com fermento, mas talvez a embalagem não garanta a durabilidade. Rende um pão de 600g, paguei R$ 3,75.

sábado, 20 de outubro de 2007

Risoto de frutos do mar


Esta, sem falsa modéstia, é uma ótima pedida. Serve bem quatro pessoas. Basta uma salada verde para acompanhar.
Passei algumas dicas na receita de risoto de frango com maçã verde, então, quem quiser pode dar uma olhada lá.

Ingredientes:
300g de anéis de lula
300g de mexilhões sem casca
suco de um limão
água
300g de camarões pré-cozidos
4 colheres de azeite de oliva
1 grande cebola picada
2 xícaras arroz arbóreo
1 xícara de vinho branco seco
brodo
sal e pimenta-do-reino a gosto
1 pimentão verde picado não muito pequeno
1 colher de sopa rasa de açafrão em pó
8 dentes de alho grande partidos ao meio no sentido do comprimento (opcional)

Modo de fazer:
1. Deixe os anéis de lula e os mexilhões de molho em uma mistura de água com o suco de limão (suficiente para cobrir) por meia hora.
2. Coloque em uma panela larga o azeite e refogue a cebola até ficar transparente. Acrescente o arroz, refogue por uns dois minutos e acrescente o vinho. Espere evaporar. Durante todo esse processo, mexa sempre.
3. Acrescente três conchas de brodo, o sal e a pimenta, mexendo sempre. Quando o líquido estiver no nível do arroz, coloque mais brodo, sempre aos poucos e mexendo.
4. Quando o arroz estiver meio cozido (mais cru que al dente), acrescente as lulas e os mexilhões escorridos, o alho e o açafrão dissolvido em meia xícara de brodo. Não esqueça: continue mexendo.
5. Depois de uns 5 minutos, acrescente os camarões e o pimentão e acerte o sal. Deixe mais uns 5 minutos e está pronto.
Dicas:
1. Como o açafrão é caro (o meu foi "patrocinado" por minha amiga Ana Paula, que me deu esse presentão), dá para usar cúrcuma, também conhecida como açafrão da terra. O efeito amarelo é muito parecido, mas aí tem colocar mais, umas duas colheres pelo menos. Tente, se não ficar com uma cor bonita, coloque mais; dá para abusar, é barato.
2. Nesta receita, além do ponto do arroz, tem que ficar de olho nos frutos do mar; se cozinharem demais, a consistência é de borrachinha... não dá para ter esse trabalho e comer borracha no fim, né?
3. Quem não gosta muito de alho pode dispensar. Eu, como adoro, inventei de colocar bem grandões e mais pro final, para realçar o sabor.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Bolo de laranja integral no microondas


Eu perdi a receita original. Fiz adaptações, mas o crédito é da culinarista Abigail Blatner, que a ensinou em um programa de TV. Sou uma admiradora da "Biga", professora de culinária da antiga escola, sem frescura, que não esconde segredinhos na manga. Suas receitas são simples, para todos os gostos e bolsos. Não sei se ainda tem algum programa na TV. Ela era minha "ídola" quando, eu tinhas uns 10 anos, acompanhava minha mãe nas aulas que a "Biga" ministrava na cozinha experimental da antiga Mesbla, no Centro de Porto Alegre. E me enchia de orgulho quando ela me chamava para experimentar algum prato ou ajudar a mexer ou alcançar um ingrediente.

Bom, voltando ao bolo: como perdi a anotação, comecei a fazer de memória no forno a gás. Sempre trocando o açúcar branco por mascavo e a farinha branca por integral. Tentei no microondas, mas abatumou, ficou uma sola de sapato. Na tentiva e erro, venceu a perseverança hehehe.

Agora tiro de letra e dá até para inventar. Eu tinha uma barra de chocolate com prazo de validade no limite que entrou, literalmente, no bolo.

Ingredientes:
2 laranjas inteiras (com casca, sim)
1 xícara de óleo
3 ovos grandes
2 xícaras de açúcar mascavo
2 xícaras de farinha de trigo integral
100 gramas de chocolate meio amargo, ou quanto você quiser (opcional)
1 colher de sopa de fermento químico

Cobertura:
Meleca de nega maluca (4 colheres de leite, 1/4 xícara de cacau em pó, 1 colher de manteiga
1 xícara de chá de açúcar)
OU
Suco de laranja
OU
Estranha cobertura de chocolate (170
gramas de chocolate meio amargo, ou quanto você tiver em casa, 5 colheres de sopa de leite)
OU
Nada

Modo de fazer:
1. Lave as laranjas, corte em quatro e tire as sementes.
2. Liqüidifique as laranjas, o óleo, os ovos e o açúcar.
3. Em uma tigela, despeje a mistura e acrescente a farinha, mexendo devagar.
4. Junte o chocolate partido grosseiramente (eu gosto de sentir os pedaços no bolo).
5. Por último, o fermento, que deve ser misturado delicadamente depois de peneirado. É bom peneirar para evitar grumos na massa do bolo, que depois de assados deixam o bolo feio, com pontos brancos e amargos.
6. Leve ao microondas em uma fôrma com furo no meio untada com pouco óleo. Se usar uma de silicone, é pouco mesmo! Depois de 11 minutos em potência alta, está pronto.
7. Depois de pronto, deixe descansar no forno, com a porta aberta, por 5 minutos.
8. Desenforme e cubra com aquela meleca de nega maluca (misture os ingredientes e leve ao microondas por 2 minutos, tire e mexa, microondas por mais 2 minutos) ou... continue lendo e use a minha estranha cobertura de chocolate.

Estranha cobertura de chocolate:
Leve o chocolate ao microondas por 4 minutos. Tire, mexa e acrescente o leite. Ele vai ficar empelotado. Se ficar muito duro, coloque um pouco mais de leite. Leve ao micro novamente por 1 minuto. Tire e mexa. Vai continuar empelotado, mas é isso aí mesmo. Distribua sobre o bolo, vai ficar uma camada bem grossa, não muito uniforme. Mas, para quem gosta de bastante cobertura, como eu, é uma maravilha! E até que fica bonitinho.
Dica: na foto, parece um bolinho, mas ele é grande. No microondas, o bolo cresce mais que no forno comum; portanto, cuidado para não encher demais a fôrma, a massa pode transbordar.

Eu e Anaís comemos, ainda morno (santa gula), acompanhado de suco de abacaxi.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Minissanduíches quentes


Esses minissanduíches são fáceis de fazer e muito gostosos. Podem ser consumidos em um lanche da tarde ou como petisco antes de um jantar ou almoço informal.

Ingredientes:
Pão de sanduíche (se preferir, tire a casca)
Tomate em cubos, sem sementes
Alho fatiado
Salsa picada
Sal a gosto
Azeite de oliva
Pimenta-do-reino

Modo de fazer:
1. Misture o tomate, o alho, a salsa e o sal.
2. Cubra as fatias de pão com a mistura e corte-as em quatro.
3. Moa a pimenta sobre os sanduíches, regue com um fio de azeite e leve ao forno médio por cerca de 15 minutos, até o pão ficar levemente crocante. Cuidado para não virar torrada.

Dicas:
1. É importante tirar as sementes do tomate, para os sanduíches não ficarem molhados.
2. Para fazer bruschettas, basta substituir o pão de sanduíche pelo italiano.
3. A salsa pode ser substituída por manjericão fresco.
Bom apetite!

Arroz verde-amarelo


Eu procuro fazer comida em quantidades para não sobrar, mas, se isso acontece, não jogo comida fora. A marca Tio João lançou um arroz com espinafre. Comprei para experimentar, mas acabamos saindo para comer.
No dia seguinte, o que fazer com as sobras? Um arroz de forno no microondas.
Misturei ao arroz uma lata de milho verde, duas colheres de nata (também sobra na geladeira hehehe), três colheres de azeite de oliva, dois dentes de alho amassados, pimenta-do-reino moída na hora, sal, se necessário. Depois de tudo misturado em um prato refratário, fiz dois buracos no arroz e coloquei um ovo em cada um (importante: tem que furar os ovos para não explodirem) e levei ao microondas por 10 minutos. Servi imediatamente.
Como deu pra ver, os ovos ficaram meio esculhambados, porque precisei furar. Desejo mais sorte a vocês :).

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Risoto de frango com maçã verde


Risoto é um prato de que eu gosto muito e, depois que a gente pega o jeito, é muito fácil de fazer e criar "variações sobre o mesmo tema".
Duas coisas são básicas: o arroz e o brodo.

É preciso arroz italiano (os mais comuns no mercado brasileiro são o arbóreo ou carnaroli). Isso não é frescura. Esses tipos de arroz soltam mais amido, deixam o prato cremoso sem o arroz virar uma papa. No risoto, o grão tem que ficar "al dente", ou seja, macio por fora e resistente por dentro, sem estar cru. Não é soltinho, como o arroz nosso de cada dia.
O brodo é o caldo com que se vai regar o arroz até atingir o ponto de cozimento. Ele pode ser feito de carne, frango ou peixe.
Eu usei de frango. A gente cozinha um peito de frango com osso em uns 2 litros de água, com um talo de salsão (com as folhas), uma cebola, uma cenoura, umas três folhas de louro. Cozinha bem. Esse caldo é o brodo.
Quer fazer de um jeito bem fácil, o brodo de preguiçoso? Ferva a água e dissolva nela três cubos de caldo de galinha. Mas também não precisa ser tão preguiçoso: acrescente uma cebola, a cenoura e uns temperos, como ramos de tomilho, umas folhas de louro...
O importante é não desanimar (muita gente desiste, com essa história de brodo).

Eu fiz uma receita para duas pessoas.

Ingredientes:
5 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
1 cebola picada
1 xícara de arroz arbóreo
1 peito de frango em cubos pequenos
1/2 copo de vinho branco seco
sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

1 colher de chá de gengibre em pó
1 maçã verde descascada e picada

brodo
1/2 xícara de queijo parmesão ralado na hora


Modo de fazer:

1. Coloque 2 colheres de azeite em uma panela com a cebola. Mexa até a cebola ficar transparente, mas não chegue a fritar.
2. Acrescente o arroz e mexa por cerca de um minuto.
3. É hora de colocar o frango, sempre mexendo, por mais uns dois minutos.

4. Regue com o vinho e mexa bem até ele evaporar.

5. Despeje duas conchas de brodo e mexa sempre, devagar, até quase secar.
6. Repita essa operação, colocando sempre o brodo aos poucos, até o arroz começar a ficar ficar macio.
7. Junte a maçã, o sal, a pimenta e o gengibre.

8. Quando o grão estiver al dente, desligue o fogo, junte o azeite restante e o queijo e sirva imediatamente.

Dica 1: é preciso mexer sempre, pois isso solta o amido do arroz, faz com que os grãos fiquem unidos e o risoto, cremoso.

Dica 2: geralmente, usam-se umas duas colheres de manteiga ao final do cozimento para deixar o risoto mais brilhante. Optei pelo azeite de oliva para obter uma receita mais leve.
Dica 3: o brodo precisa estar sempre quente durante a feitura do risoto.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Cheesecake integral de amoras


Ganhei um presentão: uma amiga, Claudinha, me deu dois potes de amoras. A primeira coisa que pensei foi em fazer uma geléia para cobrir um cheesecake.
Vamos a ela.
Para fazer a geléia, é preciso limpar as frutas e levar ao fogo, sem água, em fogo baixo. Quando as amoras estiverem bem moles, bata no liqüidificador. Misture a essa massa de amoras açúcar (eu usei mascavo): um copo de massa de fruta para a mesma medida de açúcar. Leve ao fogo, mexendo sempre, até aparecer o fundo da panela.
Agora, o cheesecake.

Ingredientes para a base:
200 g de biscoito triturado no liquidificador ou no processador (pode ser de maisena, bolacha maria; eu usei cookies integrais de aveia)
100 g de manteiga sem sal derretida
½ xícara de chá de açúcar mascavo
1 ovo

Ingredientes para o creme:
3 embalagens de cream cheese (200g cada)
½ xícara de chá de açúcar
4 ovos

Para cobrir, use a geléia de amoras ou outra pronta que você tenha em casa.

Como preparar:
1. Misture todos os ingredientes da base e coloque numa fôrma de aro removível. Pressione bem a massa no fundo e nas laterais.
2. Coloque em uma bacia o cream cheese e o açúcar e misture bem.
3. Adicione os ovos, um de cada vez, batendo sempre até obter um creme uniforme.
4. Despeje o creme sobre a massa na fôrma e leve ao forno até que o creme fique firme (espete um palito; quando sair limpo, está pronto). A temperatura do forno tem que ser baixa, para assar o creme sem queimar a massa.
5. Depois que esfriar, desenforme e cubra com a geléia.
Dica: a receita dá para uma torta, mas eu usei fôrmas de papel alumínio descartáveis, baixinhas, porque prefiro a torta não muito alta, para sentir bem o gosto da geléia. Deu para fazer duas. Se você quiser servir direto na fôrma, pode usar uma fôrma redonda refratária com não muito larga.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Vim, vi e comi 2

O bistrô As Santas tem dois meses, pouco mais. Conheci por acaso, em uma caminhada na avenida Bastian, bairro Menino Deus (fica no número 121). Chamou a atenção o lugar com um deque de madeira na calçada. Dias depois, eu e uma amiga resolvemos passar lá em um fim de tarde. O interior tem uma iluminação discreta, um clima aconchegante.
O garçom estava meio enrolado com o cardápio, mas, nem por isso, deixou de ser atencioso. Explicou que houve mudança de chef e ainda não conhecia bem os novos pratos. Enfim, honesto.
Pedimos clericot e bruschettas. As frutas do clericot, concordamos, estavam cortadas em tamanho grande demais. Poderia ser mais delicado.
O ponto alto foram as bruschettas. Simples e saborosíssimas. Pão levemente crocante, alho, manjericão fresco e o tomate exatamente no ponto, cubinhos firmes.
Semanas depois, em busca de um almoço próximo do trabalho, mas querendo fugir dos bufês, visitei As Santas.
Novamente, atendimento perfeito. Havia duas opões de prato, picanha e pargo. Fiquei com o segundo. O prato é bem servido, dois pedaços de peixe grelhado sobre um colchão de panaché de legumes (berinjela, tomate e cebola com um delicioso tempero em que a sálvia se destacava). Para finalizar, couve crocante, cortada bem fininho. Acompanha, em pratinhos separados, arroz (com abóbora, ervilhas e ovo mexido) e salada de folhas verdes com morango.
Tudo isso, com uma Coca, por R$ 19,00.
As donas, as "santas", são duas. Quando se tem contato com elas, simpáticas e atenciosas, entende-se que a postura da equipe não é coincidência. Eis um local que faz com que o cliente se sinta realmente confortável.
Vim, vi, comi e voltarei.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Incrementado o nugget


Deu vontade de "beliscar" alguma coisa diferente? Chegou uma visita inesperada e não tem nada para oferecer? Se houver nuggets no freezer, seus problemas acabaram. Um molhinho incrementa o sabor e, se caprichar na apresentação, é só se preparar para os elogios.
Prepare os nuggets conforme a embalagem. Eu não recomendo o microondas, pois aquela observação do fabricante "pode não ficar tão crocante" é eufemismo. Fica uma porcaria molenga mesmo.
Enquanto os nuggets assam, misture em uma molheira pequena ou um potinho bonitinho duas colheres de sopa (cheias) de mel, uma colher de chá de mostarda forte, uma colher de sopa de vinagre balsâmico, duas colheres de azeite de oliva e um pouco de semente de gergelim tostada. Se achar que ficará muito forte, pode dispensar o balsâmico.
Depois, é só apresentar os nuggets a esse molhinho e se deliciar. Ele também acompanha bem batatinha frita, aipim frito e pode ser usado em saladas. Versátil, não?
Dica: no Centro de Porto Alegre, há um boteco muito simpático, o Água de Beber, onde eu compro a mostarda forte. É produzida pelo dono, que importa os ingredientes da Alemanha. Fica na Vigário José Inácio, 686.

domingo, 7 de outubro de 2007

Cogumelos recheados


Esta é da série "o que fazer com as ofertas?". Pensaram que tudo havia acabado com a mostarda fresca? Não, havia uma promoção de cogumelos sem agrotóxico, lindos, grandes, por menos de R$ 5,00 a bandeja. Comprei. Resolvi tentar alguma coisa que eu nunca havia feito, porque, pensei, não pode ser muito difícil rechear e assar cogumelos. De fato, não é.

Ingredientes:

6 cogumelos grandes
1/2 copo de vinho branco
água

Recheio:
1 pote de creamcheese
dois dentes de alho amassados
pimenta-do-reino a gosto

Para cobrir:
azeite de oliva
sementes de papoula

Como fazer:
1. Lave bem os cogumelos.
2. Misture o vinho em água suficiente para cobrir os cogumelos. Deixe de molho por uma hora, mais ou menos. Dá um gostinho especial.
2. Seque com papel toalha. Puxe os talos com cuidado, para não quebrar os cogumelos. Com as pontas dos dedos, retire um pouco das bordas, a fim de ter mais área para rechear.
3. Prepare o recheio: misture o creamcheese, o alho e a pimenta. Eu acho desnessário acrescentar sal, pois o creamcheese já é salgado, mas é esta hora: prove e descubra se está do seu agrado.
4. Recheie cada cogumelo com a mistura, cubra com as sementes de papoula e regue com um fio de azeite. Leve ao forno médio pré-aquecido por cerca de 20 minutos. Se os cogumelos tiverem tamanhos muito diferentes entre si, é bom cuidar, pois os menores ficarão prontos antes.

sábado, 6 de outubro de 2007

Maioria das marcas de molhos de tomate é reprovada

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Pró-Teste
analisou 30 marcas de molhos de tomate industrializados.
Apenas oito foram recomendadas para consumo. A Pró-Teste
ajuizou uma ação civil pública contra Coniexpress Indústria
Alimentícia, Unilever e dois outros fabricantes de molhos na
1ª Vara Cível do Fórum do Jabaquara, em São Paulo, para que
as empresas deixem de fabricar os molhos. No teste, foram
encontrados fragmentos de insetos e até pêlos de roedores
nos molhos! Isso foi em julho. Como não há atualização no saite,
creio que ainda não saiu uma decisão.

>>> Enlatados:

Os sete honestos em lata, ou seja, não estão querendo
te vender um molho com bichos, excrementos, etc. são:

- Jurema Salsatelli (considerado o de melhor qualidade)
- Cepera (melhor relação custo-benefício)
- Knorr-Cica Pomarola
- Sendas
- Great Value
- Luppini Pronto
- Fugini

Tinha pêlos de roedores: Tomatino

Nos que seguem, havia fragmentos de insetos e larvas
e, em alguns casos, o bicho foi encontrado inteiro (!):

- Big
- Carrefour
- Cirio
- Etti Salsareti
- Mais por Menos
- Olé
- Peixe
- Tomatelli
- Tomatento
- Predilecta

>>>Caixinha:
O único considerado bom para consumo foi
o Knorr-Cica Pomarola.

Havia pêlos de roedores no Arisco Tarantella.

Fragmentos de insetos, insetos inteiros, larvas
e sabe-se o que mais foram encontrados nos seguintes:

- Etti Salsaretti
- Olé
- Palmeiron
- Parmalat
- Peixe Tomatelli
- Quero
- Tomatino

A Pró-Teste também fez uma avaliação para determinar
possíveis contaminações que o produto pode sofrer.
As marcas foram submetidas a temperaturas ideais
para o desenvolvimento de microorganismos.

Cinco produziram gás e estufaram: Comprebem, Extra,
Predilecta,
Quero Marinara e Tradelli.

Ao final, foi concluído que sete produtos oferecem
risco à saúde por terem propensão à deterioração:

- Comprebem
- Extra
- Quero Marinara
- Predilecta
- Tradelli
- Tomatino (todos em lata)
- Arisco Tarantella (em caixinha)

Vale uma visita ao saite da Pró-Teste. É uma entidade
que tem como objetivo fazer valer os direitos do
consumidor nas mais diferentes áreas, como
alimentação, telefonia, energia, educação.
Faz testes independentes e serve como uma alerta
para a gente saber o que está consumindo e como
está sendo cobrado por isso.
O endereço é www.proteste.org.br.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Penne com mostarda fresca


Dia de oferta em supermercado é uma beleza. A gente compra e depois fica sem idéia do que fazer com certos ingredientes. Comprei um molho de mostarda fresca, com folhas lindas, viçosas, mas não estava a fim da tradicional mostarda com ovos mexidos, única forma de preparo na minha casa quando eu era criança. Resolvi usá-la em um molho mais sequinho para servir com penne. Coloquei a água do macarrão para ferver. Enquanto isso, pus em uma frigideira cebola cortada em meias rodelas e refoguei em pouco azeite rapidamente. Acrescentei um tomate bem firme, em cubos grandes, e, junto com ele, a mostarda cortada em tiras. Temperei com sal e um pouco de pimenta-do-reino. Mexi rapidamente e deixei no fogo só para dar uma leve refogada, pois queria preservar a textura e a cor viva da mostarda. Depois, foi só misturar ao penne e servir com queijo ralado na hora. Simples e gostoso.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Vim, vi e comi 1

Domigo, aceitei a sugestão do caderno de gastronomia do jornal Zero Hora e fui conhecer a Quicheria, na Praça Maurício Cardoso, bairro Moinhos de Vento. Um endereço, aliás, de alta rotatividade de iniciativas gastronômicas.

As fotos no jornal eram lindas, os recheios, muito apetitosos. O lugar de fato é bem bacana. Chão de cimento queimado com ladrilhos hidráulicos, mesas de madeira rústicas, assim como parte do revestimento das paredes, quadros em preto-e-branco evocando a França, terra natal das quiches. Os arranjos das mesas bem simpáticos, garrafas de suco de uva fazendo as vezes de vasos para gérberas vermelhas. Tá, mas e a comida?

Bem, o primeiro problema foi que as mesas estavam com as toalhas não exatamente limpas. Tira um pouco da graça, não sei se concordam.

Aí vieram as quiches. Pedimos uma de abóbora, funghi e parmesão e outra de cordeiro. Elas são acompanhados por salada verde e custam R$ 14,00 cada. Não são grandes; portanto, uma só não vai bastar se você estiver faminto. Até aí, tudo bem. A massa é gostosa, bem crocante e dourada, o problema é que o recheio não era como na foto! Pois é, quantas vezes ouvimos isso... Mas eu realmente esperava que, como foi publicado em um caderno de gastronomia, houvesse uma certa correspondência. O recheio é formado basicamente pelos ovos batidos. A moranga, o funghi passaram quase despercebidos, formavam uma camadinha muito fina. O mesmo aconteceu com o de cordeiro. Cadê o cordeiro?
Vim, vi, comi e me decepcionei.