sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sopa de tomate e manjericão

Frio, sopa e vinho. Estão servidos?

Neste ano, o inverno não chegou de mansinho, pedindo licença. Sem cerimônia, impôs o uso de muita roupa, cachecol, muita coberta e, claro, comidinhas deliciosas.


Esta sopa pode parecer trabalhosa, mas não é. O preparo é rápido, basta um pouquinho de paciência. Dá 6 porções, mas você pode fazer meia receita. Tirei a receita da coleção O Prazer da Cozinha Passo a Passo, do qual já falei aqui no blog. A foto, como deu para perceber, ainda é foi tirada na câmera “meia boca”.


Ingredientes:

2,3 kg de tomates maduros, mas não muito moles

2 ou 3 galhos de manjericão fresco

1/2 xícara de chá de manteiga (apesar da indicação da receita, usei sem sal)

sal e pimenta-do-reino a gosto
6 colheres de sopa de requeijão

Modo de fazer:

1. Coloque água em uma panela. Quando começar a ferver, faça um pequeno corte em cada tomate e coloque-os na panela por 5 a 7 segundos. Retire-os quando a pele começar a levantar em volta do corte.
2. Descasque-os e retire a polpa; coloque-a para escorrer e, depois, passe-a por uma peneira e reserve.
3. Corte os tomates em tiras.

4. Pique meio grosseiramente as folhas de manjericão (deixe um galho reservado).

5. Ponha o tomate, a polpa reservada e o manjericão picado em uma frigideira com metade da manteiga. Leve ao fogo médio, mexendo e agitando a frigideira.
6. Quando o tomate estiver macio, mas não muito a ponto de desmanchar, aumente o fogo e junte a manteiga restante. O tomate deverá ficar macio, mas consistente. Tempere com o sal e a pimenta.
7. Divida a sopa em 6 porções e ponha 1 colher de requeijão em cada uma. Enfeite com o manjericão que havia sido reservado. Sirva imediatamente.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Bolo de abacaxi e coco



Este bolo tem uma história antiiiiiga. Eu fazia naturalismo, nos anos 1980. Porto Alegre era conhecida como uma cidade com muitas opções e o bairro Bom Fim, pra quem conhece, era o centro dos naturebas. Um lugarzinho, bem no coração do Bom Fim, tinha lanchinhos ótimos. Fechou faz muito tempo, nunca foi dos famosos, mas era aconchegante e tinha umas coisas diferentes.

Eu sempre achei que comida pode ser boa independentemente da escola que se segue. Basta vontade, criatividade e mente aberta. Por que a comida naturalista tinha que ser massuda, sem gosto, feiosa? Este bolo contradiz tudo isso. Tem sabor, cor, textura. Eu provei e adorei. Tentei fazer em casa, mas não deu certo nas primeiras vezes. Abatumava, ficava molhado demais. Aí me veio o insight, que na verdade é muito simples: bastava cozinhar o abacaxi antes, para evitar que expelisse muito líquido enquanto estivesse assando. Ainda assim, demora bastante no forno. Mas faça quando tiver tempo; afinal, naturalismo não combina com correria na cozinha.

Ingredientes da cobertura:
1 abacaxi grande cortado em cubos grandes
1/2 xícara de água
1/4 de xícara de açúcar demerara
200g de coco fresco ralado grosso misturado com 1 ou 2 colheres de açúcar demerara (depende do gosto)

Ingredientes da massa:
2 gemas
2 xícaras de açúcar demerara orgânico
1 xícara de caldo de abacaxi (o que sobrou do cozimento)
3 xícaras mais 1/2 colher de sopa de farinha
5 colheres de sopa de passas
2 claras em neve
1 colher de sopa de fermento químico

Modo de fazer a cobertura:
1. Misture a água e o açúcar. Quando começar a ferver, abaixe o fogo.
2. Espere uns dois minutos e acrescente o abacaxi. Quando a fruta estiver macia, desligue o fogo, escorra e guarde o caldo.
3. Não mexa no coco!! Ele vai ter que esperar um pouquinho para entrar em cena.

Modo de fazer a massa:
1. Bata as gemas com o açúcar até ficar fofo.
2. Acrescente o caldo de abacaxi já frio, a farinha e as passas.
3. Com delicadeza, junte à massa as claras em neve e o fermento químico.
4. Coloque a massa em uma assadeira de fundo removível untada e enfarinhada. Cubra com o abacaxi escorrido e o coco.
5. Leve ao forno preaquecido em temperatura de cerca de 180º. Quando tiver passado cerca de 15 minutos, levante um pouco a temperatura. É importante controlar a temperatura, pois este bolo demora para assar. Eu já queimei alguns antes de acertar. Fica pronto no velho esquema: quando o palito sair limpo, está pronto.