domingo, 19 de julho de 2009

Bolinhos de milho recheados com frango

Delícia, delícia! Não vou mentir: fazer estes bolinhos é trabalhoso, demorado. No entanto, o resultado é incrível. A massa, não parece, é fácil de manusear. O chato é moldar um a um.

As pessoas, na Confraria, pensaram que eu os tivesse comprado prontos, pois ficam com um aspecto de salgadinho profissional. A receita é do Grande Livro de Receitas de Claudia. Como sempre, dei umas mudadinhas aqui e ali.

Ingredientes para o recheio:
1/8 de xícara de azeite de oliva
sal a gosto
1 kg de peito de frango (no original, sobrecoxa; fica ao gosto de cada um)
4 dentes de alho
1 cebola média picada
1 pimenta-malagueta
1/3 de xícara de pimentão vermelho picado

Ingredientes para a massa:
1 xícara de chá de água
1/2 xícara de chá de manteiga
1 colher de chá de sal
1 xícara de chá de farinha de milho (usei a média, que eu tinha em casa)
1/4 de xícara de chá de amid de milho
1/4 de xícara de chá de farinha de trigo
2 ovos caipiras

Outros ingredientes:
Óleo para fritar os bolinhos

Modo de fazer o recheio:
1. Coloque todos os ingredientes em uma panela. Cubra com água suficiente para cozinhar. Leve ao fogo e deixe até o frango estar macio.
2. Escorra o frango e seus temperos (usei o escorredor de massa). Se quiser, guarde o caldo para outros preparos, fica bem saboroso.
3. Desosse o frango e passe-o pelo processador juntamente com os temperos. Reserve.

Modo de fazer a massa:
1. Em uma panela, ferva a água, a manteiga e o sal.
2. Acrescente o fubá, o amido de milho e a farinha e mexa até que solte do fundo da panela.
3. Transfira a massa para uma tigela. Adicione um ovo e misture. Acrescente o outro ovo e misture.


Modo de montar os bolinhos:
1. Na palma da mão, faça discos de 5cm com a massa. Coloque o recheio no centro e feche fazendo uma bolinha. Repita a operação até a massa acabar.
2. Frite em óleo quente apenas para dourar, pois já está tudo cozido.

Dica 1: eu fiz os bolinhos na véspera e fritei na hora. É importante colocar em uma superfície levemente untada, para não grudar. Eu usei uma assadeira.
Dica 2: para servir, usei palha de milho verde (é correto dizer isso ou só vira palha quando fica seco???)

domingo, 5 de julho de 2009

Eta nóis! Confraria junina

Festa junina tem que ser comemorada, nem que seja em julho. Foi o que nós, da Confraria sem Nome, decidimos quando combinamos o tema do encontro. Tinha bandeirinha espalhada pela sala, música típica de quadrilhas e comida, muita comida! A Odete não pôde vir, mas mandou o vinho, e o quentão ficou garantido.

Para a decoração da mesa, usei uma ideia
que vi no Rainhas do Lar. Comprei 1 metro de chita colorida, coloquei palha, abóbora, ovos, milho verde. Ficou lindo. Eu não sabia, mas nas pesquisas para decoração, descobri que os festejos nesta época não se devem apenas a datas religiosas, mas também à colheita do milho. Por isso tantos pratos têm nesse ingrediente a matéria-prima. A Ana Paula decorou os pratos e usou muita palha e milho, tudo no clima. Dá para ver na segunda foto. Amendoim salgado dentro de uma bomboniere de vidro, com palha na base. O amendoim doce foi servido em copinhos de vidro. Para as paçoquinhas, cesta de vime com milho verde.

Como indumentária alusiva aos festejos, usei um singelo chapéu de palha com trancinhas, mas teve quem se produziu. A Betina fez maria-chiquinha no cabelo, pintinhas nas bochechas e arranjou até dois dentes podres hehehe. O Osmar e o Gaspar vieram totalmente caracterizados, com remendos na roupa, pinturas no rosto, chapéu e gravatas com strass. Caipiras fashion, sô!
Eu fiz bolinhos de milho recheados com frango. A pizza de sardinha é da Déia e os pastéis de ricota, do Leandro. Na outra foto, meu bolo de milho e os pancake puffs da Betina. Naquela cestinha lá ao fundo, xicarazinhas de cafezinho para servir o caldinho de feijão. Também acomodei nela garfinhos e colheres.
Canjica do Rubilar, servida em porções individuais em potinhos de plástico transparente. Ao fundo e ao lado, paçoquinhas e amendoim açucarado que a Ana Paula trouxe e decorou do jeito mais mimoso. Nas cumbuquinhas brancas da foto da direita, docinhos de leite; em primeiro plano, os cachorros-quentes da Márcia, com salsicha vegetal. Isso sem falar em pinhão, pipoca, quentão, bolo de laranja, no qual acrescentei gotas de chocolate...
Caldinho de feijão do Osmar e do Gaspar (que foram fofíssimos e fizeram um pouco sem carne pra mim!). Minha pizza de milho verde com salsão.Bolo de aipim do Gaspar e pancake puffs da Betina, recheados de chocolate.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sopa de tomate e manjericão

Frio, sopa e vinho. Estão servidos?

Neste ano, o inverno não chegou de mansinho, pedindo licença. Sem cerimônia, impôs o uso de muita roupa, cachecol, muita coberta e, claro, comidinhas deliciosas.


Esta sopa pode parecer trabalhosa, mas não é. O preparo é rápido, basta um pouquinho de paciência. Dá 6 porções, mas você pode fazer meia receita. Tirei a receita da coleção O Prazer da Cozinha Passo a Passo, do qual já falei aqui no blog. A foto, como deu para perceber, ainda é foi tirada na câmera “meia boca”.


Ingredientes:

2,3 kg de tomates maduros, mas não muito moles

2 ou 3 galhos de manjericão fresco

1/2 xícara de chá de manteiga (apesar da indicação da receita, usei sem sal)

sal e pimenta-do-reino a gosto
6 colheres de sopa de requeijão

Modo de fazer:

1. Coloque água em uma panela. Quando começar a ferver, faça um pequeno corte em cada tomate e coloque-os na panela por 5 a 7 segundos. Retire-os quando a pele começar a levantar em volta do corte.
2. Descasque-os e retire a polpa; coloque-a para escorrer e, depois, passe-a por uma peneira e reserve.
3. Corte os tomates em tiras.

4. Pique meio grosseiramente as folhas de manjericão (deixe um galho reservado).

5. Ponha o tomate, a polpa reservada e o manjericão picado em uma frigideira com metade da manteiga. Leve ao fogo médio, mexendo e agitando a frigideira.
6. Quando o tomate estiver macio, mas não muito a ponto de desmanchar, aumente o fogo e junte a manteiga restante. O tomate deverá ficar macio, mas consistente. Tempere com o sal e a pimenta.
7. Divida a sopa em 6 porções e ponha 1 colher de requeijão em cada uma. Enfeite com o manjericão que havia sido reservado. Sirva imediatamente.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Bolo de abacaxi e coco



Este bolo tem uma história antiiiiiga. Eu fazia naturalismo, nos anos 1980. Porto Alegre era conhecida como uma cidade com muitas opções e o bairro Bom Fim, pra quem conhece, era o centro dos naturebas. Um lugarzinho, bem no coração do Bom Fim, tinha lanchinhos ótimos. Fechou faz muito tempo, nunca foi dos famosos, mas era aconchegante e tinha umas coisas diferentes.

Eu sempre achei que comida pode ser boa independentemente da escola que se segue. Basta vontade, criatividade e mente aberta. Por que a comida naturalista tinha que ser massuda, sem gosto, feiosa? Este bolo contradiz tudo isso. Tem sabor, cor, textura. Eu provei e adorei. Tentei fazer em casa, mas não deu certo nas primeiras vezes. Abatumava, ficava molhado demais. Aí me veio o insight, que na verdade é muito simples: bastava cozinhar o abacaxi antes, para evitar que expelisse muito líquido enquanto estivesse assando. Ainda assim, demora bastante no forno. Mas faça quando tiver tempo; afinal, naturalismo não combina com correria na cozinha.

Ingredientes da cobertura:
1 abacaxi grande cortado em cubos grandes
1/2 xícara de água
1/4 de xícara de açúcar demerara
200g de coco fresco ralado grosso misturado com 1 ou 2 colheres de açúcar demerara (depende do gosto)

Ingredientes da massa:
2 gemas
2 xícaras de açúcar demerara orgânico
1 xícara de caldo de abacaxi (o que sobrou do cozimento)
3 xícaras mais 1/2 colher de sopa de farinha
5 colheres de sopa de passas
2 claras em neve
1 colher de sopa de fermento químico

Modo de fazer a cobertura:
1. Misture a água e o açúcar. Quando começar a ferver, abaixe o fogo.
2. Espere uns dois minutos e acrescente o abacaxi. Quando a fruta estiver macia, desligue o fogo, escorra e guarde o caldo.
3. Não mexa no coco!! Ele vai ter que esperar um pouquinho para entrar em cena.

Modo de fazer a massa:
1. Bata as gemas com o açúcar até ficar fofo.
2. Acrescente o caldo de abacaxi já frio, a farinha e as passas.
3. Com delicadeza, junte à massa as claras em neve e o fermento químico.
4. Coloque a massa em uma assadeira de fundo removível untada e enfarinhada. Cubra com o abacaxi escorrido e o coco.
5. Leve ao forno preaquecido em temperatura de cerca de 180º. Quando tiver passado cerca de 15 minutos, levante um pouco a temperatura. É importante controlar a temperatura, pois este bolo demora para assar. Eu já queimei alguns antes de acertar. Fica pronto no velho esquema: quando o palito sair limpo, está pronto.

sábado, 23 de maio de 2009

Risoto de pinhão

Bah, há quanto tempo, hein? O pobre blog anda meio abandonado, mas não esquecido. Tenho estado muito ocupada. Cozinho, mas não consigo postar. E me surgiu um problema adicional: minha câmera foi pro brejo. Está tirando fotos ruins como a que aparece aí em cima. Mas resolvi colocar logo esta receita, porque é importante aproveitar a safra de pinhão.

Eu adoro pinhão e testei um modo diferente de consumi-lo. Fica muito bom!


Ingredientes:

3 colheres de sopa de azeite de oliva

1 cebola média bem picada
1 xícara de arroz cateto

1/4 xícara de vinho branco seco

sal e pimenta-calabresa a gosto

2 xícaras de pinhões cozidos e cortados (cortei em três cada um, para não ficar muito pequeno)

4 a 5 xícaras caldo de legumes (cozinhe beeeem uma cenoura, meio talo de salsão, duas folhas de louro, um pouco de tomilho seco, sal, uma cebola em uns dois litros de água. Se a preguiça for muita ou o tempo estiver curto, use um tablete de caldo pronto e ferva com uma cebola picada, tomilho e louro; coe e está pronto)
1/4 de pimentão verde corta de cubos

Modo de fazer:

1. Aqueça o azeite e refogue a cebola até ficar macia, mas não dourada.

2. Acrescente o arroz, refogue por uns dois minutos, mexendo sempre. Junte o vinho e mexa até evaporar.
3. Junte duas ou três conchas de caldo, só para cobrir um dedo acima do arroz. Mexa de quando em quando, para não grudar no fundo. Esse movimento é lento; você não está batendo polenta.
4. Não deixe o caldo secar. À medida que for baixando, vá acrescentando mais, aos poucos.

5. Quando o arroz estiver quase al dente, misture o pinhão e o pimentão. Mexa, colocoque o sal e a pimenta. Verifique se os grãos de arroz estão no ponto, desligue e sirva. Não esqueça que o risoto tem que ficar molhadinho, cremoso. O cateto é perfeito, apesar do tempão que a gente fica em frente ao fogão.


Dica 1: é melhor usar uma panela não muito alta.
Dica 2: esta não é um prato para fazer quando se está com pressa, pois o cateto demora para cozinhar.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Confraria de Páscoa – Torta de frango do Gaspar

Esta torta deliciosa foi a grande contribuição de Gaspar, o prendado, à Confraria. E o melhor: permite muitas variações. Ele dá a receita.

Massa:
1 xícara de chá de leite
1 e 1/2 xícara de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento químico (para bolo)
3/4 de xícara de chá de óleo de soja
3 ovos
1 pitada de sal
tempero verde a gosto (opcional)

Modo de fazer:
1. Bata todos os ingredientes no liquidificador até ficar uma massa homogênea. Particularmente, coloco primeiro todos os ingredientes líquidos primeiro, depois os sólidos, menos o fermento, misturo tudo. O fermento é o último.

Recheio:
1. Desfie 1 peito médio de frango, refogue com cebola e temperos preferidos. Pode colocar tomate, mas pouco, porque a consistência tem de ser um molho seco. Opcionais: ervilha e milho enlatados.
2. Depois de pronto, acrescente um copo de requeijão, tornando um recheio de aparência cremosa.


Montagem:
1. Unte uma forma retangular ou prato refratário. Despeje um pouco da massa para cobrir o fundo da forma ou prato. Distribua no centro o recheio e cubra-o com o restante da massa. Leve ao forno médio, previamente aquecido.


Sugestão: substitua o recheio de frango por um refogado (seco) de espinafre com ricota fresca.


Observação: no forno, a massa crescerá e quando, estiver bem dourada (de 20 a 30 minutos), deslige e espere esfriar. Neste momento, a massa “afunda” no centro, dando o efeito das bordas. Bom proveito!

domingo, 19 de abril de 2009

Campeão gaúcho invicto não é pra qualquer um! Bolo de limão vermelho e branco

Meu timaço venceu hoje o Campeonato Gaúcho. O placar não deixa dúvida: 8 x 1 sobre o Caxias. Aliás, o mesmo do ano passado, quando também mereceu um bolo.

Eu comentei que a Confraria de Páscoa, 4 de abril, coincidiu com o aniversário de 100 anos do Internacional. Agora, passo a receita. É um bolo de limão delicioso do
Luiz Cintra. Coloquei uma cobertura vermelha e branca, as cores do meu Inter do coração. Eu não tinha papoulas em casa, então usei amêndoas quebradas. E coloquei farinha integral, açúcar demerara, sal marinho. Ressalto isso porque às vezes querem uma opção mais natural e acham que não dá para adaptar receitas. Dá e fica muito gostoso.

Ingredientes para a massa:
200g de manteiga em temperatura ambiente

2 xícaras de açúcar demerara

4 ovos caipiras

2 xícaras de farinha de trigo comum

1 xícara de farinha de trigo integral bem fina

4 colheres de sopa de sementes de papoula ou 3 colheres bem cheias de amêndoas quebradas
1/2 colher de chá de sal marinho
2 colheres de chá de fermento em pó (para bolo)

1 colher de chá de raspas da casca de limão taiti

1/2 xícara de leite

2 colheres de sopa de suco de limão taiti


Ingredientes para a primeira cobertura:

2/3 de xícara de açúcar demerara

1/3 de xícara de suco de limão


Ingredientes para a segunda cobertura dá para um bolo apenas:
300g de nata fresca

3 colheres de sopa de açúcar de confeiteira

5 colheres de sopa (aproximadamente) de açúcar vermelho (é encontrado na prateleira de confeitos do supermercado)

Modo de preparo da massa:

1. Unte com manteiga duas fôrmas para bolo inglês de cerca de 25cm x 10cm.
2. Misture em um recipiente o leite e o suco de limão.

3. Em uma tigela, peneire as farinhas, o sal e o fermento em pó.

4. Coloque em uma batedeira a manteiga e o açúcar, bata em velocidade média até a mistura estar bem cremosa. Acrescente os ovos, um a um, batendo bem após cada adição. Acrescente as sementes de papoula ou amêndoas.

5. Baixe a velocidade da batedeira ao mínimo e acrescente, alternadamente em três adições, a mistura de leite e a de farinha, terminando com a mistura de farinha.

6. Divida a massa nas duas fôrmas e leve ao forno por cerca de 40 minutos ou até que, espetando um palito, ele saia seco.

7. Retire os bolos do forno e regue com a cobertura de limão. Espere 10 minutos antes de desenformá-los.

Modo de preparar a primeira cobertura:

1. Mistura bem os ingredientes e regue o bolo.


Modo de preparar a segunda cobertura:

1.
Bata a nata na batedeira. Quando começar a engrossar, acrescente o açúcar de confeiteiro até ficar em ponto de chantili (você pega um pouco com uma colher e ele não cai). Se não tiver segurança quanto ao ponto, é melhor colocar o açúcar logo, sem bater um pouco antes. Do contrário, nata pode virar manteiga. Montagem: 1. Coloque a primeira cobertura sobre os bolos ainda quentes.
2. Quando esfriarem, pegue um dos bolos e cubra com o chatili. Use a criatividade para decorar com o açúcar vermelho. Vale tudo em homenagem ao Inter!


Dica: o Luiz Cintra diz que os bolos duram uma semana guardados na geladeira (sem a cobertura de chantili). Podem ser embrulhados em filme plástico e congelados por até 90 dias. Se quiser um só bolo, faça meia receita.

domingo, 12 de abril de 2009

Confraria – Pizza de camarão e abobrinha

Mais uma da Confraria de Páscoa. A massa eu vinha namorando desde que vi a receita da Mari Maluf postada no Frango com Banana. Eu me passei, não prestei atenção e usei a quantidade de água indicada para forno à lenha. Mas gostei muito, então, vai aqui tal qual eu preparei. Outra mudança é que usei fermento biológico instantâneo.

Quanto ao molho... ai... por sorte a Mari Maluf não sabe da existência do Batuque. Li no título do molho a palavra cru. Beleza. Li os ingredientes. OK. Só não li o modo de fazer. Tinha que ralar os tomates, deixar escorrendo meia hora... Como sou muito desorganizada, deixei para preparar quando a massa já estava no forno, os confrades já haviam chegado. Não dava tempo. Fiz um molho cru muuuuito à minha moda. Caso vocês sigam minhas instruções e pensem "que horror!", que fique bem claro: a Mari, que nem conheço, não tem culpa alguma. Que também fique claro: eu achei bem gostoso.

Agora, o restante da cobertura. Ela seria de abobrinha, tomates e queijo, porque vi uma foto de petiscos no livro Claudia Cozinha e achei lindinhos. Em versão gigante, seriam uma ótima cobertura de pizza, por que não? Só que (esta pizza está cheia de "só quês") havia sobrado um pouco de camarão, aquele do recheio dos escondidinhos. Não pensei meia vez, fui de camarão. Agora, chega de blablablá e vamos à pizza.

Ingredientes da massa (rende duas pizzas):
30g de fermento biológico instantâneo
1/3 de xícara de chá de azeite
2 colheres de chá de sal
1 1/2 xícara de chá de água
5 a 6 xícaras de chá de farinha de trigo

Ingredientes do molho cru de tomates:
4 tomates sem sementes cortados em quatro partes
2 colheres de sopa rasas de molho pesto (se não tiver, use folhas de manjericão fresco picadas a gosto; neste caso, acrescente 2 colheres de sopa de azeite de oliva)
sal marinho e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Ingredientes da cobertura (para uma pizza):
1 abobrinha italiana cortada em rodelas
6 a 7 colheres de sopa de molho de camarão
100g de queijo mozarela ralado no ralo grosso
flor de sal a gosto (usei uma da Companhia das Índias, com cogumelos, de que gosto bastante e não é muito cara)

Modo de fazer a massa:
1. Misture o fermento em 5 xícaras de farinha (isso porque talvez você não precise usar a número 6). Adicione à mistura o azeite, o sal e a água aos poucos, mexendo com uma colher até soltar da vasilha.
2. Transfira para uma superfície de pedra ou madeira e sove por 5 minutos ou até obter uma massa lisa e macia. Fica bem macia.
3. Coloque em uma vasilha e unte com azeite. Cubra e deixe descansar por 1 hora ou até dobrar de volume.
4. Divida a massa em 2 porções e boleie (ou seja, faça uma bola com cada uma delas). Cubra e deixe descansar por 1 hora.
5. Aqueça o forno na temperatura mais alta possível. Enquanto o forno aquece, abra a massa com ajuda de um rolo e fure com um garfo. Unte uma forma com azeite e pré-asse a massa por 8 minutos.

Modo de fazer o molho:
1. Bata todos os ingredientes no liquidificador ou no processador. Está pronto!

Montagem:
1. Cubra uma das pizzas com molho de tomate (pouco, para não ficar muito úmida). Faça com as abobrinhas um desenho circular, seguindo o forma da pizza. No centro, coloque o camarão e, sobre ele, o queijo. Polvilhe as abobrinhas com a flor de sal.
2. Volte a pizza ao forno por 5 minutos, ou o queijo derreter.

Dica: a receita acima é de uma pizza redonda. Com a outra metade da massa, fiz uma retangular, mas esqueci-me de tirar fotos. Foi no improviso mesmo: dourei uns dois dentes de alho, acrescentei meia abobrinha italiana em cubos e uns 300g de cogumelos paris em fatias, mais shoyo e pimenta. Uma rápida refogada e estava pronta. Ufa!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Confraria – Escondidinhos de camarão

Quem ainda não pensou em um cardápio para a Páscoa pode utilizar esta ideia, um dos petiscos da Confraria de Páscoa. Há, pelo menos no Rio Grande do Sul, uma supersafra de camarão e o preço está bem atraente.

Escondidinho é um prato fácil de fazer e se presta a muitas variações. Minha "massa" costuma ter somente aipim, mas desta vez usei creme de leite, para dar mais cremosidade.
Pode ser preparado em porção única, num refratário, ou em porções médias ou como nesta sugestão. Usei ramequins de cerca de 5cm de diâmetro. Ficou muito bonitinho. Siga sua imaginação.

Ah, se precisar de outras sugestões, visite nossa sessão de Peixes e Frutos do Mar hehehehe.


Ingredientes para a massa:

1 kg de aipim descascado
sal a gosto

1 caixinha de creme de leite


Ingredientes para o recheio:
800g de camarão (como não iam aparecer, estavam "escondidinhos", usei camarões pequenos)
2 colheres de azeite de oliva
2 ceb
olas médias picadas
2 tomates sem sementes picados
1 pimenta dedo-de-moça sem sementes picada (eu gosto de comida bem picante; você usar menos)

sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto


Ingrediente para cobertura:

100g a 150g de queijo parmesão ralado


Modo de fazer a massa:

1. Cozinhe bem o aipim, até abrir bem e quase desmanchar.

2. Escorra o aipim e, ainda quente, esprema-o ou passe no processador, formando um purê. Eu preferi usar um espremedor manual, porque o purê gruda na haste central do processador, dá um trabalhão. Mas vai do gosto de cada um.

3. Tempere o purê com sal e acrescente o creme de leite. Misture bem os ingredientes. Reserve.


Modo de fazer o recheio:

1. Se o camarão estiver congelado, coloque-o em uma panela e leve ao fogo bem baixo, mexendo de vez em quando, até adquirir um leve tom rosa. Despreze a água do cozimento. Se usar camarão fresco, cozinhe rapidamente, até adquirir o tal tom rosa. Isso evita que o recheio fique cheio de água de camarão.
IMPORTANTE: precisamos de um recheio mais sequinho se a opção for pelos miniescondidinhos, para evitar que, no forno, o molho comece a borbulhar e "invada" o espaço do purê. Se você for fazer uma versão família, o recheio pode ficar um pouco mais molhado, mas não exagere.

2. Em uma frigideira, aqueça o azeite, junte as cebolas, mexendo até ficarem translúcidas. Acrescente os tomates, mexa até começarem a murchar.

3. Coloque os camarões na mistura, mexa, tempere com sal e as pimentas e espere levantar fervura. Deixe uns dois minutos e desligue o fogo.


Montagem:

1. Unte levemente os ramequins com óleo ou azeite. Coloque uma colher de sopa (mais ou menos) de purê, uma de recheio (que cubra anterior) e cubra com mais purê. Uma dica para espalhar bem o purê é usar as costas de uma colher levemente umedecida com água. Finalize com uma camada fina (ou grossa, se preferir) de queijo ralado.

2. Leve ao fogo médio até o parmesão ficar dourado. Sirva quente.


Dica: esses escondidinhos podem ser congelados nos ramequins, basta fechar bem com filme plástico. Duram até três meses. Descongele na geladeira. Antes de levar ao forno, deixe em temperatura ambiente por uns 15 minutos, para que os ramequins não rachem com o choque térmico.

domingo, 5 de abril de 2009

Confraria de Páscoa - Arranjo floral com ovos de galinha

Depois de meses, com muitos dos confrades em férias, conseguimos finalmente nos reunir. O tema foi Páscoa. Como chocolate não podia faltar, fiz uma receita nova de petit gateau, do Olivier Anquier. O sabor estava ótimo, mas o bolinho não ficou cremoso no interior. Creio que minhas forminhas são muito pequenas e deveria ter deixado menos tempo no forno do que o indicado na receita. Por esse motivo, nem coloquei nesta postagem.

Os arranjos de flores foram inspirados em uma ideia do site da Martha Stewart, que adoro e está sempre cheio de coisas ótimas. Usei compoteiras de vidro que chamo de multiuso, porque são "pau pra toda obra", compradas em lojinhas de R$ 1,99! Além delas, usei pedrinhas coloridas (eu já tinha em casa e comprei em uma loja de produtos para artesanato), casca de ovos (os da Martha eram pintadinhos, mas não tive tempo nem paciência) e minigerânios (R$ 2,50 o vaso). A produção toda custou bem menos que R$ 10,00 e o efeito ficou bem bacana.

Diferentemente das outras edições, dessa vez, não combinamos previamente o cardápio. Cada um traria o que quisesse. Alguns cozinharam, outros preferiram comprar pronto. Abaixo, faço um resumo do que foi preparado pelos confrades. Foi um banquete.

O Internacional, meu clube do coração, comemorava o centenário bem no dia da confraria, 4 de abril. Não deu outra: bolo de limão com chantili e decoração vermelha e branca para comemorar. Ao lado do bolo, um sucesso de público e crítica: torta de frango do Gaspar.

Frutos do mar não podiam faltar, uma vez que o tema foi a Páscoa: escondidinhos de camarão em porções individuais e pizza de abobrinha com camarão.
A Lúcia estreou na Confraria em grande estilo: musse de gorgonzola. Ao lado, cookies de nozes e chocolate.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Crianças com menos de 4 anos não devem consumir os ovos de Páscoa à venda no Brasil


O Instituto Pró-Teste analisou 30 ovos de Páscoa de diversas marcas disponíveis no Brasil voltados para crianças e adultos. Primeira constatação: não há produtos recomendáveis para crianças com menos de 4 anos, devido aos altos teores de açúcar e gordura. Entre 4 e 6 anos, apenas o Sonho de Valsa é aconselhado.

O Sonho de Valsa, aliás, é voltado para adultos e foi o mais bem avaliado para esse público quanto à qualidade nutricional. Os que tiveram a pior avaliação neste critério foram os ovos Kopenhagen ao Leite e Top Milk.

A boa notícia é que em nenhum dos ovos foi encontrada gordura trans. As informações complestas do Pró-Teste estão aqui.

Bolo de coco e cacau sem farinha

Mais uma receita desta obra que eu adoro, o Grande livro de receitas de Claudia . Eu procurava alguma receita para usar uns pacotes de coco ...