quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Suco de melancia aromatizado com água de rosas

Anaís e eu passamos alguns dias fora, pegando um solzinho, de papo pro ar, tomando banho de lagoa e comendo peixinhos, docinhos e quetais. Eu, de lambuja, lendo "O homem que via o trem passar", obra-prima do Simenon. Vida dura, né?
De volta, uso este suco para brindar com vocês as férias, a boa comida e a preguiça, pois o ócio, criativo ou não, é fundamental, pelo menos para mim. Saúde!

Ingredientes:
1 fatia grossa de melancia (que encha o copo do liqüidificador)
1 fôrma de gelo
2 colheres de sopa de água de rosas

Modo de fazer:
1. Corte a melancia em cubos.
2. Liqüifique a melancia e o gelo. Não acrescente água. Bata um pouco, desligue, sacuda o copo e siga em frente. Repita até a melancia e o gelo terem sido totalmente triturados.
3. Coe o suco e acrescente a água de rosas. Sirva imediatamente.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Salada de abacaxi, frango e arroz integral

Dias quentes, fome e preguiça: a solução é fazer um prato único no almoço ou na janta. Ainda bem que a gente vive em um país em que há fruta boa e barata em todas as estações. Nas últimas semanas, minha cozinha está sempre perfumada por abacaxis.

Ingredientes:
1/2 abacaxi cortado em cubos
250g de peito de frango em cubos
6 colheres bem cheias de arroz integral cozido
6 tomates cereja cortados ao meio
3 colheres de sopa de salsinha picada
1/2 colher de sopa de vinagre balsâmico
sal e azeite de oliva a gosto

Modo de fazer:
1. Corte o abacaxi em cubinhos e reserve.
2. Doure o peito de frango em duas colheres de azeite e um pouco de sal. Deixe esfriar.
3. Em uma tigela, misture todos os ingredientes.
4. Recheie as metades de abacaxi com a salada. Sirva gelada.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Bolinhos de milho assados

Almoço do dia: frango e salada. O que mais? Eu até tinha pensado em algumas coisas, mas estava mesmo com vontade de comer algo com milho. Polenta? Não era bem isso. Broas, bolinhos?
Procurei em alguns livros de receitas, mas não achei exatamente o que queria (que eu não sabia exatamente o que era).
Tinha que ter o sabor do milho preponderante, tomate e salsinha. Também não podia ser frito.
Por que, então, em vez de perder tempo procurando, não juntar os ingredientes que eu tinha em mente e tentar fazer os meus bolinhos? Mãos à obra: o mais difícil foi conseguir o ponto da massa. Fui colocando a farinha de meia em meia colher.

No final, os bolinhos ficaram um ótimo acompanhamento para o frango e creio que combinem com várias carnes. Espero que gostem.


Ingredientes:

1 lata de milho verde no vapor

1/2 xícara de leite
2 ovos

sal e pimenta-do-reino a gosto

salsinha bem picada
a gosto
1 tomate sem sementes picado

1 cebola pequena picada
2 colheres de farinha de milho
2 colheres de farinha de trigo

1/2 colher de sopa de fermento para bolo

Modo de fazer:
1. Liqüidifique o milho, o leite e os ovos.

2. Coloque em uma tigela e junte os outros ingredientes levemente, sem bater a massa. Deixe o fermento por último.

3. Despeje em forminhas de empada untadas e leve ao forno médio até que estejam assados (o velho truque do palitinho: espete um palito no bolinhos; se sair limpinho, estão prontos). Eu usei a máquina de fazer tortinhas.


Dica: se sobrarem bolinhos, a máquina de tortinhas os reaquece muito bem.

Máquina de fazer tortinhas

Imagino a dificuldade que seria para nós se tivéssemos que usar uma cozinha de um século atrás. Sinto também uma ponta de inveja do que haverá nas cozinhas de 20, 50 anos à frente.
Existem atualmente apetrechos que facilitam em muito a lida diária. As receitas não são mais, necessariamente, de forno&fogão. Há outras coisinhas entre um e outro.
Esta máquina de fazer tortinhas eu conheci em um programa de televendas. Achei bom demais para ser verdade. Ela é elétrica, do tamanho de uma torradeira, tem capacidade para fazer duas tortinhas de cada vez. Segundo a demonstradora, pode-se usar massa de pastel, folhada, podre, etc. e fazer muffin, petit gateau, bolinhos doces e salgados. Se funcionasse, seria ótimo.
E não é que funciona? Não acho que fique igual ao forno (pode ser impressão), parece que os bolinhos não crescem tanto. Mas é muito prático, principalmente quando para pequenas quantidades.
Encontrei usos adicionais para a máquina: aqueço pãezinhos (parecem assados na hora) e faço omelete. Sei que há omeleteiras, no mesmo estilo e tamanho, mas basta não trancar a tampa da máquina de tortinhas (na primeira vez que tentei, tranquei e começou a voar pedaço de ovo por toda a cozinha), que se obtêm belos omeletes em formato de suflê.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Batida de banana com leite de coco

Esta receita eu criei porque precisava usar um leite de coco que ia passar da data de validade. Como eu estava com pressa, não daria tempo de fazer nada mais elaborado e depois, eu sabia, ia acabar esquecendo a garrafinha. Para evitar o despercdício, incrementei a batida de banana.
Sempre tomei batida com frutas quando criança. A gente brincava para ver quem ficava com um "bigode" maior de espuma. No sul, batida sempre foi leite, fruta e açúcar. Há alguns anos, foi-se adotando aqui o uso dos cariocas (não sei como é no resto do país): fruta, cachaça e não sei que ingredientes mais virou batida e a nossa velha batida virou “vitamina”.
Eu continuo firme nas tradições. Vou continuar dando batida para a Anaís beber no café da manhã. E ela não vai ficar de porre.

Ingredientes:
2 1/2 xícaras de leite gelado
150ml de leite de coco
5 bananas catarinas (se não tiver, use outra)
açúcar ou adoçante a gosto (opcional; eu não achei necessário usar)
canela a gosto (opcional)

Modo de fazer:
1. Liqüidifique todos os ingredientes, menos a canela.
2. Sirva nos copos e polvilhe com a canela.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Salada romana

Como esta salada com freqüência em um restaurante de shopping aqui de Porto Alegre, a Petiskeira. É ótima para refrescar, por isso eu a escolhi para participar do Rei da Quinzena do Colher de Tacho.

Ingredientes:
folhas alface americana (se não tiver, serve outra)
damascos secos cortados em tiras
queijo gran padano ralado ou cortado em pedaços maiores, como eu prefiro (também dá para usar parmesão)
azeite de oliva
sal

Modo de fazer:
1. Rasgue as folhas de alface com as mãos, acrescente os outros ingredientes e regue com azeite.
Bom apetite!

sábado, 26 de janeiro de 2008

Pastéis de atum

Pastel no lanche da tarde, quem resiste? Nessas horas, esquecem-se a dieta, o colesterol, etc. etc. A minha dica é prática, pois a massa é comprada pronta.

Ingredientes:
1 pacote de massa fresca para pastel

recheio

óleo para fritar


Ingredientes do recheio:
2 latas de atum escorrido (pode ser atum em água ou em óleo)
1 colher de óleo

1 cebola pequena picada
1 tomate sem sementes picado
1/2 xícara de ervilha (usei congelada, mas pode ser em lata)
2 colheres de sopa de farinha de rosca
2 ovos cozidos e picados

sal, pimenta-do-reino e salsinha picada a gosto


Modo de fazer:

1. Doure a cebola no azeite e junte o tomate.

2. Quando estiverem um pouquinho murchos (bem pouquinho), junte a ervilha (se usar a congelada, coloque congelada mesmo).

3. Mexa um pouco e acrescente o atum.
4. Jogue na panela o sal e a pimenta e deixe levantar fervura.
5. Misture a farinha de rosca e mexa bem.
6. Acrescente a salsinha, mexa por uns dois minutos e desligue.
6. Por último, junte os ovos picados.
7. Deixe esfriar, recheie e feche os os pastéis.
8. Frite em óleo quente.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Panquecas americanas da Betina

A Betina e o Leandro formam um casal muito querido. Entre várias coisas em comum, temos o gosto pela boa comida (bebida, etc.), embora ele agora esteja um chato de regime e só coma maçãs.
Quando a Betina visita a irmã, que mora no Havaí, as panquecas não podem faltar no café da manhã.
Fiquei contente quanto ela fez a receita que postei aqui e disse que ficou igual à da mana. A partir daí, faz as panquecas com freqüência. Em umas dessas vezes, foi muito fofa e mandou uma provinha pra mim. Ela acrescentou essência de baunilha à massa e usou como cobertura a meleca de nega maluca.
Adorei, Betina. Sempre que fizer, pode mandar. E estou esperando aquela receita de frango na cerveja.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Meleca de nega maluca no microondas

Esta "meleca" é uma cobertura versátil e pode ser usadas em várias receitas.

Ingredientes:
4 colheres de leite
1/4 xícara de cacau em pó
1 colher de manteiga
1 xícara de chá de açúcar (eu uso o mascavo; neste caso, é bom peneirar)

Modo de fazer:
1.
Misture os ingredientes e leve ao microondas por 2 minutos, tire e mexa, microondas por mais 2 minutos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Pão italiano

No final do ano, meus colegas de trabalho e eu aproveitamos as datas comemorativas para fazer pequenas, divertidas e deliciosas confraternizações. Em uma delas, levei este pão com alguns patês e grissinis (mostrarei depois). A receita é do saite da TV Gazeta. Em vez do fermento fresco, usei o biológico instantâneo, pela praticidade. Também usei farinha orgânica e açúcar mascavo. Ah, e troquei a margarina pela manteiga. Coisa básica.

Ingredientes

1,1kg de farinha de trigo

30g de fermento biológico instantâneo

1 colher de sopa de açúcar mascavo
2 colheres de sopa de manteiga em temperatura ambiente
1 xícara de água morna
2 ovos ligeiramente batidos
1 xícara de leite morno
1 colher de sobremesa de sal (ou quanto baste)


Modo de fazer

1. Em um recipiente, misture a farinha (reserve um pouco) e o fermento.
2. Junte o açúcar, a manteiga, os ovos levemente batidos, a água, o sal e o leite. Mexa com as mãos para se agregarem (se necessário, utilize a farinha reservada).
3. Sove sobre uma superfície enfarinhada até obter uma massa lisa. Deixe descansar por aproximadamente 30 minutos (opcional).
4. Abra a massa com as pontas dos dedos e modele no formato de uma bola. Coloque em uma assadeira , não muito larga (a minha tem cerca de 20cm), untada e polvilhada, e deixe dobrar de volume.
5. Leve ao forno preaquecido em 180°C (médio) por 15 a 20 minutos. Depois desse tempo, aumente a temperatura para 200°C e deixe por mais 15 a 20 minutos. Isso fará com que o pão asse por dentro e fique com a crosta que caracteriza o tipo italiano.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Quibebe à minha moda

Alguns sabores remetem à infância. Vários marcaram a minha. Quibebe era um prato que a irmã de meu pai sempre fazia. Eu o associo sempre com ela, assim como cucas, pão de aipim e sopa de legumes.
Tínhamos no pátio várias coisas plantadas, entre elas, abóbora-de-pescoço, que eu também conheço como abóbora de doce. Ela é grande, tem uma base arrendada e um "pescoço" longo. É meio adocicada e macia, em um tom laranja bem vivo.
Minha mãe fazia flores de abóbora à milanesa, ficava lindo e delicioso. É claro que não usava todas, pois a finalidade era que ela tivesse abóbora para o doce (que ela adora), que fazia e guardava em vidro para o ano inteiro, e minha tia, para o quibebe.
Quando vi um belo pedaço de abóbora no supermercado, e de cultivo orgânico, não tive dúvida: teríamos quibebe na janta. Não sabia direito como fazer e, na internet, as receitas que encontrei não se assemelhavam muito com a de minhas lembranças. Então, fui pelo instinto, provando, acrescentando, puxando pela memória. Não sei se o de minha tia era assim, mas é dessa maneira que me recordo dos quibebes de minha infância.

Ingredientes:
2 colheres de sopa de azeite
1 cebola picada
850g de abóbora-de-pescoço picada
1/2 xícara de água
2 tomates sem semente picados
1 colher de açúcar mascavo
sal a gosto
3 colheres de farinha de milho
salsinha picada a gosto

Modo de fazer:
1. Aqueça o azeite e refogue nele a cebola rapidamente. Acrescente a abóbora e a água. Cubra a panela para que a abóbora cozinhe. Mexa de vez em quando para não grudar.
2. Quando a abóbora estiver macia, desligue o fogo e amasse com um pilão ou amassador de legumes, na própria panela.
3. Leve o purê (não precisa ficar muito homogêneo) novamente ao fogo e acrescente os tomates, o açúcar e o sal. Deixe ferver.
4. Acrescente a farinha, mexendo rapidamente para não empelotar. Mexa até soltar das laterais da panela. Se ficar muito mole, acrescente mais uma colher de farinha.
5. Junte a salsinha e desligue.

Dica: pode parecer o cúmulo da extravagância, mas comi a sobra no dia seguinte com pão de centeio, fazendo as vezes de patê, e a-do-rei.

Bolo de coco e cacau sem farinha

Mais uma receita desta obra que eu adoro, o Grande livro de receitas de Claudia . Eu procurava alguma receita para usar uns pacotes de coco ...