quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Salada de chuchu cru, passas e iogurte

Quem me falou sobre uma salada de chuchu cru foi a Carla, jornalista de Pernambuco. Ela adora e aprendeu no livro de saladas do restaurante Celeiro, do Rio. Achei a receita na internet, mas eu não tinha os ingredientes. Daí que fiz uma salada com o que tinha em casa. Ficou muito saborosa e refrescante, ideal para estes dias quentes de Porto Alegre.

Ingredientes:
1 chuchu médio ralado no ralo grosso
1/2 colher de sopa de sal marinho (dá para usar o comum)
2 colheres rasas de passas de uva branca
2 colheres cheias de iogurte natural gelado
1 colher de sobremesa de limão

Modo de fazer:
1. Misture o chuchu e o sal, coloque em uma peneira e deixar escorrer por uma hora para desidratar. Eu deixei na geladeira, assim já ficava gelado.
2. Lave o chuchu em água corrente para tirar o excesso de sal. Esprema bem (na peneira mesmo, pressione o chuchu com as costas de uma colher; sai todo o líquido em excesso).
3. Misture o chuchu com o iogurte, as passas e o suco de limão. Veja se está bom de sal.
4. Sirva imediatamente. Como eu levei na minha marmitinha para o almoço, deixei o limão para colocar na hora.

domingo, 30 de novembro de 2008

Sorvete de ameixa vermelha – A saga da maquininha frustrante


Eu poderia chamar este post de algo como "a dor e a delícia de tentar ser" ou "por que todo mundo consegue, but I". Eu quero fazer meus próprios sorvetes, já postei um aqui. O gosto é bom, mas a consistência fica devendo.
Depois de ver em vários foodblogs as sorveteiras, e as pessoas fazendo coisas maravilhosas com elas, pensei: por que não eu? Pesquisa aqui, olha ali, comprei.
Mas ela chegou em um período em que eu estava cheia de trabalho. Ela ali, me olhando, indagando quando eu a abriria, quando me iniciaria no mundo mágido do sorvete caseiro, e eu resistindo, porque não queria fazer nada com pressa, e meus horários estão uma loucura.
Quase uma semana depois (ou mais de uma semana depois), finalmente, apenas ela e eu. Parecia muito simples, mas as receitas no manual, sem exceção, continham gordura vegetal hidrogenada, que não uso.
Resolvi pegar a receita de um livrinho. Sorvete de laranja, quase zero caloria, super-saudável. Gosto ótimo. Ficou meia hora na sorveteira e nada da consistência prometida. Toca pro freezer. Dia seguinte, tenho uma bela pedra de gelo colorida e saborizada em vez do tão sonhado sorvete.

Será que teria que usar algo cremoso para obter cremosidade? Foi o que pensei. Como eu tinha ameixas frescas que já estavam bem feinhas, resolvi usá-las. Fiz um sorvete à minha moda. Novamente, sorveteira, nada da consistência, toca pro freezer. Tirei umas três vezes, antes de solificar, e novamente sorveteira.
O sabor ficou muito bom (a corrigir o creme de leite, que ficou muito acentuado para o meu gosto). Mas a promessa era de um sorvete cremoso feito NA HORA.
Se alguém puder resolver este enigna, POR FAVOOOR! Sou toda frustração.


Ingredientes:

325g de ameixas vermelhas sem caroço, cortadas grosseiramente

5 colheres de açúcar demerara

1/2 xicara de água

6 colheres de leite condensado

1 pote (350g) de nata

Modo de fazer:
1. Faça uma calda rala com o açúcar e a água. Muito fácil: quando a água ferver, baixe o foto e conte 1 minuto. Prontinho.
2. Junte a ameixa e deixe cozinhar.
3. Liqüidifique a ameixa cozida com o leite condensado e deixe esfriar. Depois, leve à geladeira.
4. Quando a mistura estiver gelada, misture em um tigela com a nata e leve à sorveteira..
5. Aí a coisa entorna... É a triste história que contei. Dá para fazer à velha moda: freezer, batedeira, freezer, batedeira, etc. etc. Ou fazer a sorveteira funcionar como deveria.

domingo, 16 de novembro de 2008

Churrasco de coxinha de asa de frango

Finalmente, graças à Patrícia, consegui carvão para o meu churrasquinho. Costumo fazer com cubinhos de frango, mas a Anaís gosta muito de coxinha de asa de frango, então decidi variar. Fiz na Grillex, mas creio que também fique gostoso na churrasqueira "de verdade" ou no forno. O gengibre e a páprica deram um sabor especialíssimo.

Ingredientes:

500g de coxinha de asa de frango
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado na hora

1 colher de chá de páprica picante

sal e pimenta-calabresa a gosto


Modo de fazer:

1. Misture todos os ingredientes e leve à geladeira por umas duas, três horas, para pegar bem o tempero.

2. Espete as coxinhas e leve à churrasqueira. Na Grillex, ficou pronto em 25 minutos.

Churrasqueira em cima do fogão

Moro em um prédio antigo, construído no tempo em que ainda não era moda sacada com churrasqueira. Como não como carne (só frango e peixe às vezes), isso não me faz muita falta. Mas eis que, em um passeio pelo supermercado (adoro perder tempo caminhando em supermercado), descobri em promoção uma "churrasqueira" mais que portátil.

A Grillex fica em cima do fogão, ocupa o espaço de um acendedor. O pulo do gato é que tem um difusor, no qual se coloca UMA pedrinha de carvão, que vai dar gostinho de fumaça. O processo é rápido, não faz fumaça e o resultado, muito bom.
Dá para fazer carnes e legumes. Já fiz coração de frango, frango em cubos, cebolinha, batatinha, tomate-cereja e abóbora italina em cubos.

Comprar um saco de carvão para usar uma pedrinha é muita insanidade, mesmo pra mim. Contei com a ajuda da Patrícia, que me levou um saquinho com umas pedrinhas. Patrícia, esqueci-me de procurar o queijo coalho!

domingo, 2 de novembro de 2008

Confraria: bruschettas de tomate, alho e manjericão

Há uns meses, alguns amigos e eu começamos a nos encontrar para bater papo, beber e, principalmente, comer. Estava formada a confraria.
Não temos data fixa para os convescotes, mas eles são sucesso garantido. Nosso impasse agora é achar um nome, mas não dá para dizer que isso seja um problema...

A entrada mais pedida são estas bruschettas. Fáceis de fazer e deliciosas. Como sou fã, carrego no alho, mas pode ser reduzido.


Ingredientes:

1 pão italiano cortado em fatias não muito finas (dê preferência para os mais alongados, tipo baguete)

2 tomates italianos sem semente cortados em cubinhos

2 dentes de alho grandes picados

sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

queijo grana padano ralado no ralo grosso a gosto (opcional)
azeite de oliva a gosto
folhas de manjericão fresco a gosto

Modo de fazer:

1. Preaqueça o forno em temperatura média.

2. Misture o tomate, o alho e o sal e cubra as fatias de pão com essa mistura.

3. Salpique as bruschettas com o queijo e leve ao forno até a parte debaixo do pão ficar levemente dourada.

4. Retire do forno, moa a pimenta sobre as bruschettas, regue com um fio de azeite e cubra com o manjericão rasgado grosseiramente (pode ser picado, mas eu geralmente estou com preguiça, afinal, a essa altura, já piquei tomate, fatiei alho...)

5. Sirva imediatamente e prepare-se para os pedidos de bis.

sábado, 25 de outubro de 2008

Dia Mundial do Macarrão – Espaguete mediterrâneo

Como parece ser o lema da Anaís, todo dia é dia de massa. Mas hoje é mais dia que os outros. Desde 1995, 25 de outubro é o Dia Mundial do Macarrão. A data foi escolhida durante o 1º Congresso Mundial da Pasta, realizado em Roma naquele ano. Segundo a Associação Brasileira de Indústrias de Massa Alimentícia (Abima), o Brasil é terceiro maior produtor de macarrão do mundo.

Em homenagem ao Dia Mundial deste que é o campeão na preferência aqui em casa, vou postar uma receita de que gostamos muito (claro, é massa + cogumelos). Comi há anos em um restaurante aqui de Porto Alegre, o Atelier de Massas. Adorei. Em casa, pensei: eu posso fazer. E fiz. E ficou muuuito bom.

Anos depois, pedi a mesma massa no Atelier e, em vez da sálvia, veio com salsinha. Eu perguntei o motivo da troca do ingrediente. Imaginei que salsa deve ter mais aceitação pela média dos clientes, uma vez que a sálvia não é, digamos, uma unanimidade. O garçom foi até a cozinha pe, para minha surpresa, quando voltou me informou que a receita sempre havia sido assim, segundo o chef e segundo ele mesmo, garçom, que também não se lembrava de haverem coloca sálvia naquele prato.

Pois aí vai a minha receita, com toda a sálvia a que tenho direito!

Espaguete mediterrâneo
200g de espaguete (usei um de arroz para experimentar; achei bem gostoso)
1 colher bem cheia de manteiga
3 colheres de azeite de oliva extravirgem
3 dentes grandes de alho fatiados
1/2 pimentão vermelho cortado em quadrados
1/2 pimentão amarelo cortado em quadrados
1/2 pimentão verde cortado em quadrados
10 cogumelos paris frescos (os maiores que encontrar)
4 colheres de sopa de vinho branco seco
6 folhas grandes de sálvia fresca picada não muito pequeno
2 colheres de sopa de salsinha picada (minha concessão ao chef hehehe)
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de fazer:
1. Coloque uns dois litros de água para ferver com um pouco de sal. Enquanto isso...
2. Em uma frigideira, derreta a manteiga com o azeite e doure levemente o alho. Bem levemente mesmo.
3. Junte os cogumelos, e dê uma rápida refogada. Rápida mesmo.
4. Agora, agregue os pimentões e o vinho branco. Mexa sempre.
5. Quando o vinho tiver evaporado um pouco, junte o sal, a sálvia e salsinha. Dê umas mexidinhas só para incorporar e desligue o fogo.
6. Polvilhe com a pimenta e sirva.

domingo, 19 de outubro de 2008

Cenoura e nabo à moda macrobiótica

Durante um longo tempo, fui macrobiótica. Na minha opinião, não há dieta melhor, mas tem que ser seguida direitinho, senão dá muito errado. Enquanto morava com minha mãe, ela preparava tudo, aprendeu essa nova maneira de cozinhar, fazia marmitinhas com as quantidades certinhas.
Eu era uma bóia-fria no restaurante universitário, pois não havia facilidades como microondas. Lá estava eu, feliz da vida, com minhas porções de arroz integral, raízes e oleaginosas. Tudo frio, mas para mim, maravilhoso.

Esta receita é um clássico. Fácil de fazer e muito saborosa. Para mim, com cara de faculdade, bons papos em longos almoços sentada na grama do Parque da Redenção, amigos queridos que se perderam no tempo e, principalmente, carinho de mãe.

Ingredientes:
2 colheres de óleo de uva ou gergelim

2 cenouras médias
2 nabos redondos

2 colheres de sobremes de shoyo

2 colheres de sopa de semente de gergelim


Modo de fazer:

1. Corte os nabos e as cenouras em fatias.

2. Em uma frigideira, aqueça o óleo e coloque a cenoura e o nabo. Vá mexendo para não queimar e cozinhar de maneira homogênea. Quando estiverem macios, mas crocantes, acrescente o shoyo, mexa e desligue.

3. Em outra frigideira, toste o gergelim. Basta colocar as sementes, em fogo baixo. Sugiro tampar, pois elas pulam como pipoca. Sacuda a frigideira constantemente. Deixe bem pouco tempo. Espere as sementes pararem de pular e confira se estão tostadas.

4. Cubra a cenoura e o nabo com o gergelim e sirva.

domingo, 5 de outubro de 2008

Na hora do aperto? Parafuso com cogumelo


Há períodos em que a Anaís só quer comer macarrão. E não adianta fazer coisas diferentes, coloridas, gostosas. Ela só quer massa.
Outro dia, janta pronta, mesa posta, ela me olha, vai até a cozinha, tira um pacote de massa do armário e coloca em cima do fogão. Mais direta impossível. Vi o que tinha na geladeira, que fosse bem rápido, para o molho.

Esta receita, obviamente, serve uma pessoa. Especificamente, aquela pessoa chamada Anaís...

Ingredientes:

100g de massa tipo parafuso

2 colheres de sopa de azeite de oliva

1 cebola pequena em rodelas

uns 4 cogumelos paris frescos (se forem muito pequenos, pode colocar mais)
2 colheres de shoyu (de preferência, sem açúcar)

pimenta-do-reino a gosto

1 colher bem cheia de salsinha picada
queijo ralado a gosto


Modo de fazer:

1. Ponha 1 litro de água para ferver com uma pitada de sal. Quando ferver, coloque a massa.


Prepare o molho:

1. Aqueça o azeite e refogue a cebola (não deixe dourar).
2. Acrescente o cogumelo fatiado, o shoyu e a pimenta.

3. Quando o cogumelo estiver macio, desligue o fogo, acrescente a salsinha.

4. Mistue a massa escorrida ao molho e polvilhe com queijo ralado na hora.


Dica: como tinha shoyu, dispensei o sal. Prove e veja se está ao seu gosto.
Bom apetite!

domingo, 14 de setembro de 2008

Pudim de claras do Nildo

Meu colega Nildo chegou ao trabalho falando da maravilha que ficou o pudim de claras que ele fez. Disse também que, sob protestos da Luana, a filha que estava ansiosa para experimentar, fez com que ela esperasse para tirar fotos da iguaria.
Aí eu sugeri, ou melhor, exigi, que ele enviasse a receita para o blog. É claro que ficou faltando mandar um pedaço, para eu dizer sem dúvida que a receita foi aprovada hehehe. Lindo desse jeito, só pode ter ficado delicioso, vocês não acham? Valeu, Nildo!

Ingredientes:
6 a 8 claras

2 xícaras de açúcar

1 pacote de fermento para bolo
açúcar para caramelizar a fôrma


Modo de fazer:

1. Bata as claras em neve até ficarem firmes.

2. Sempre batendo, acrescente o açúcar.

3. Quando estiver colocando a última porção de açúcar, junte o fermente e bata até que se formem picos no merengue.

4. Caramelize uma fôrma com açúcar.

5. Coloque a massa do pudim na fôrma e leve ao forno preaquecido em temperatura média na grade de cima.

6. Na grade de baixo do forno, coloque uma fôrma com água. Fica assando, em média, de 30 a 40 minutos ou até que o pudim esteja dourado.

7. Desenforme frio.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Festa de aniversário 3 – Pãozinho de espinafre e açafrão

Volto à festa (vocês ainda terão que agüentar muitas menções ao "evento"). Sempre faço pãezinhos, que sirvo com patês. Como já escrevi aqui, mexer com massas é umas das minhas paixões na cozinha. Gosto mais ainda de inventar minhas receitas. Este pão, fica com uma massa, sem falsa modéstia, maravilhosa, muito boa de moldar. Dá para fazer vários formatos.

Ingredientes:
450g de farinha branca
1 colher de sopa de fermento biológico instantâneo
3 colheres de sopa de espinafre desidratado em pó (ou 1 de chá de açafrão
em pó)
1 ovo

1 xícara de água morna
50g de manteiga

Modo de fazer:
1. Peneire a farinha, o fermento e o espinafre (ou açafrão) em pó juntos.
2. Coloque essa mistura na bacia da batedeira junto com o ovo e a água. Bata bem.
3. Acrescente a manteiga e bata até obter uma massa bem homogênea.

4. Em uma superfície enfarinhada, sove a massa por uns 5 minutos.
5. Coloque a massa em um tigela untada com um pouco de óleo, vire a massa, cubra com um plástico e deixe descansar por 1 hora e meia.
6. Sove a massa novamente na superfície com pouca farinha por uns 5 minutos.
7. Faça pãezinhos com a massa e deixe crescer por meia hora.
8. Leve ao forno preaquecido em 250 graus até a parte debaixo dos pães ficar levemente dourada.

Dica 1: fiz pãezinhos de 20g cada.

Dica 2: se não tiver açafrão, dá para usar cúrcuma, só que em maior quantidade (tente uma colher de sopa, se a cor não ficar interessante, acrescente mais).


Bolo de coco e cacau sem farinha

Mais uma receita desta obra que eu adoro, o Grande livro de receitas de Claudia . Eu procurava alguma receita para usar uns pacotes de coco ...